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Em 18 anos, Biomas brasileiros perderam extensão natural equivalente a uma Espanha

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Da Redação 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta quinta-feira (24), um levantamento apontando que, em 18 anos, o Brasil perdeu 500 mil quilômetros quadrados (M2) de sua área natural, o equivalente à extensão territorial da Espanha.

A amostra exclui os grandes incêndios registrados na floresta amazônica em 2019 e no Pantanal este ano, 2020, já durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. Os dados compõem o estudo de Contas Econômicas Ambientais, apresentado pelo IBGE hoje, 24.

A maior perda em números absolutos ocorreu na Amazônia, que acumulou mais da metade da redução de área verde do País no período. Há, porém, um pequeno alento: o ritmo de destruição dos biomas do País desacelerou, na comparação feita por técnicos do órgão, que tem 2018 como último ano.

Segundo os pesquisadores, todos os seis biomas – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal – apresentaram redução de suas áreas. As maiores perdas em números absolutos foram registradas na Amazônia (perdeu 269,8 mil quilômetros quadrados de área) e Cerrado (152,7 mil). Em termos porcentuais, porém, quem registrou maior decréscimo foi o Pampa, cuja extensão diminuiu 16,8%, em 18 anos.

Expansão agrícola

O estudo traz dados concretos de redução da área nativa, mas sem detalhar se foi motivada por queimadas, desmatamentos ou outra ação humana. Ao mesmo tempo, mostra as conversões do espaço – se deixou de ser vegetação de pampa, por exemplo, para se tornar plantação.

O crescimento das áreas agrícolas é evidente, e chama atenção a situação do bioma Amazônia. A área florestal recuou mais de 265 mil quilômetros quadrados em 18 anos, o equivalente a quase 8% de sua cobertura. Ao mesmo tempo, a região registrou um aumento de 71,4% em sua área de pastagem com manejo, e de 288,6% na área agrícola.

Curiosamente, a atividade agropecuária por lá não é relevante para o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o IBGE, entre 2016 e 2017 o setor agropecuário cresceu 14,2% em volume do PIB no Brasil, mas na Região Norte apresentou decréscimo.

A Mata Atlântica, onde se encontram os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – uma área altamente industrializada -, é atualmente o único bioma terrestre brasileiro cujo maior espaço não é mais de sua cobertura natural. A região teve poucas mudanças em 18 anos, mas também sofreu redução: 7,07%.

 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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