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Trinta novos leitos são inaugurados no Hospital Regional de Cáceres

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Da Redação

O Governo de Mato Grosso vai entregar 30 novos leitos para o tratamento da Covid-19 no Hospital Regional de Cáceres; serão dez vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 de enfermaria. A inauguração da estrutura ampliada ocorrerá na sexta-feira (28.08), com a presença do governador Mauro Mendes e do secretário de Estado, Gilberto Figueiredo. 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) investiu aproximadamente R$ 5,5 milhões na ampliação, que possibilitou o acréscimo de 1.200 m² à estrutura da unidade hospitalar. Por meio do suporte da gestão estadual, o hospital passa a ser uma unidade referenciada para o tratamento da Covid-19 em Mato Grosso. 

Foto por: Tchélo Figueiredo | Secom-MT

“O Governo do Estado ampliou a estrutura do Hospital Regional de Cáceres para atender a população da região; são leitos definitivos e referenciados para o tratamento do coronavírus. Ainda temos o planejamento de transformar e modernizar 100% dessa estrutura em um futuro muito breve”, declarou o secretário.

Além da ampliação e da pintura na área externa do hospital, a SES trabalha no projeto de modernização da infraestrutura de toda a unidade, que será executado depois da pandemia. 

Foto por: Tchélo Figueiredo | Secom-MT

Referência regional

O Hospital Regional de Cáceres é referência em alta complexidade para 22 municípios das regiões oeste e sudoeste do Estado e também atende duas cidades do território boliviano – San Matias e San Ignácio de Velasco. A unidade hospitalar presta atendimento a uma população regional de cerca de 400 mil habitantes. 

Além de referência para o tratamento da doença, o hospital atua nas espacialidades de trauma, urgência e emergência, neurocirurgia, neurologia clínica, pediatria, oncologia clínica e cirúrgica, Unidade de Terapia Intensiva adulto e pediátrica, ambulatório de especialidades e de oncologia.

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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