Mato Grosso

Governo entrega novos leitos de UTI para Covid-19 em Sinop

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Mato Grosso

Da Redação

O Governo do Estado, via parceria entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, inaugura nesta sexta-feira (10.07) nove novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital Regional de Sinop.

Com o incremento, o hospital passa a ter 29 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19; a unidade regional ainda oferece 23 leitos clínicos para o atendimento de pacientes com coronavírus.

Os novos leitos contam com toda estrutura necessária para o funcionamento, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Os monitores e ventiladores mecânicos foram adquiridos pelo consórcio e o Governo do Estado contratou mais 40 profissionais para esses leitos de UTIs, além de fornecer medicamentos e insumos para atendimento das demandas.

“Estruturar a rede de saúde contra o coronavírus em Mato Grosso é nossa prioridade, por isso, trabalhamos em parceria com as prefeituras e consórcios. Não estamos medindo esforços para atender aos pacientes com a Covid-19. Essas UTIs salvarão muitas vidas no interior do Estado”, afirmou o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Além de atender as demandas dos moradores de Sinop, o Hospital Regional é referência para outros 14 municípios da Região de Saúde do Vale do Teles Pires. Portanto, a ação de ampliação dos leitos beneficia diretamente uma população de aproximadamente 433.441 mil pessoas, de acordo com a população estimada pelo IBGE.

“Essa ampliação é fruto de um esforço conjunto do Estado com o Consórcio Público. São vários os desafios até a entrega da UTI, mas cada dificuldade vale a pena, pois, com esses leitos, daremos mais chances de vida às famílias que necessitam do atendimento para tratar da Covid-19”, avalia o diretor do Hospital, Jean Carlos Alencar da Silva.

O diretor do hospital parabeniza toda equipe da SES, que trabalha no planejamento e na estruturação da saúde durante a pandemia. Ele lembra que, devido a esse esforço conjunto, o hospital já inaugurou 20 leitos de UTI nos últimos meses. “Pretendemos implementar mais dez leitos nos próximos 30 dias”, informa Jean. 

A estrutura do Hospital Regional de Sinop também conta com outros dez leitos de UTI e 48 de enfermaria para atender as demandas de outras doenças, que não sejam a Covid-19.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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