Mato Grosso

“Amigas Empreendedoras” capacita mulheres para empreender e vencer

Publicado em

Mato Grosso

PROJETO SOCIAL DE VÁRZEA GRANDE DESPERTA NAS MULHERES APTIDÕES E CAPACITA AS MESMAS PARA CONQUSITAREM O MERCADO EM BUSCA DE MELHORAR A RENDA FAMILIAR.

Da redação

 

O Projeto “Amigas Empreendedoras” tem a finalidade de beneficiar mulheres do município por meio de capacitação profissional no segmento do artesanato, reciclagem e beleza inserindo-as no mercado de trabalho, possibilitando a autonomia financeira, melhoria de vida, autoestima, empoderamento e integração das famílias com as comunidades, resultando em empreendedoras.

Nesta sexta-feira (30), encerrou-se mais um ciclo do semestre de 2017/1, com milhares mulheres capacitadas pelo projeto que é idealizado pela Secretaria de Assistência Social desenvolvido em 73 bairros de Várzea Grande, com a cobertura socioassistencial de cerca de 5 mil mulheres. O evento contou com uma novidade nesta etapa, o concurso miss “Amiga Empreendedora”, que encantou e arrancou aplausos da plateia no desfile na passarela.

A Assistência Social como política de proteção social configura-se como mecanismo de garantia de um padrão de inclusão social. Esta concepção de proteção supõe conhecer os riscos, as vulnerabilidades sociais das pessoas sujeitos de sua ação, bem como os recursos necessários para afiançar segurança social. Nesta ótica, é imprescindível conhecer os riscos e as possibilidades de enfrentá-los.

A Assistência Social, parte de “uma visão social capaz de entender que a população tem necessidades, mas também possibilidades ou capacidades que devem e podem ser desenvolvidas. Neste entendimento, ao invés de restringir-se ao mero repasse de benefícios passa a atuar como potencializadora das capacidades individuais e coletivas, resgatando o acesso a bens e serviços públicos. O ‘Amigas Empreenderas’ cumpre essa política de governo”, enfatiza a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

A prefeita pontua ainda que o projeto social é um trabalho de qualificação profissional, destinado às mulheres das comunidades, e muitas dessas mulheres são arrimos de família. “Sem dúvida este projeto é uma porta de entrada para o mercado de trabalho, pois ao proporcionamos estes cursos profissionalizantes estamos não só cumprindo com a nossa obrigação social de promoção humana com famílias e pessoas de vulnerabilidade social como também lhes dando a oportunidade de inclusão no mercado de trabalho”.

Lucimar destaca ainda que o projeto tem a proposta de oportunizar uma renda extra às mulheres de comunidades carentes.  O projeto visa capacitar todas elas para se tornarem empreendedoras individuais, trabalhando as práticas artesanais. “Nossa gestão valoriza e destaca a mulher no cenário municipal com um leque de oportunidades”.

A secretária de Assistência Social, Kathe Maria Martins afirma que a sociedade contemporânea tem fragilizado os vínculos sociais devido ao acirramento das relações capitalistas. Isto posto, as relações familiares e comunitárias acabam sofrendo os reflexos desta nova ordem social e econômica. Neste sentido o campo de ação da política pública socioassistencial deve garantir sobrevivência, independentemente de suas limitações para o trabalho ou do desemprego, no resgate dos vínculos sociais considerando as dimensões multiculturais, inter-territoriais, entre outras.

Kathe Martins frisou também, durante a solenidade que “quando decidimos oferecer um projeto, pensamos nas mulheres que têm filhos e precisam aprender coisas práticas para fazer em casa e ter retorno financeiro rápido. Muitas mulheres passaram por aqui e desenvolveram novas funções. Pode parecer um trabalho de ‘formiguinha’, mas quando saem daqui atuam como multiplicadoras de conhecimento, transformando a própria vida e a dos familiares”, completa.

Claudinéia Fávaro, esposa do vice-governador, Carlos Fávaro, presente ao evento sublinhou que é um projeto ousado e vitorioso. “O projeto cumpre o objetivo ao qual se propõe de empoderar as mulheres através do empreendedorismo. O projeto, não só apenas impacta mulheres, mas verdadeiramente transforma a vida delas e suas realidades”. Ela reafirmou seu compromisso com o empoderamento feminino de Várzea Grande visando ampliar a Rede Socioassistencial de Proteção em todo Estado de Mato Grosso. Seguiremos sendo parceiros desta gestão”, comemora.

Para a integrante da oficina de patch aplique, Andreia Alves, uma das selecionadas com destaque, o processo de capacitação fez com que ela mudasse uma chave em sua cabeça: “Antes eu era do lar e ia levando a vida, agora eu sei que sou uma empreendedora de verdade. O projeto ‘Amigas Empreendedoras’ me transformou, sou outra pessoa com autoestima, e tenho certeza que vou conseguir chegar onde eu quero que é ter meu negócio próprio. E sei que irei conseguir com o conhecimento e suporte que tenho agora”, conta.

Nesta etapa houve um concurso para eleger a miss “Amiga Empreendedora”, entre candidatas dos 73 bairros que integram o projeto. O processo de seleção formou um time e tanto de empreendedoras. Porém, apenas 3 foram selecionadas, sendo 1º lugar do bairro Novo Mato Grosso – Sidinéia Alves da Guia, 2º lugar da comunidade Pai André e 3º lugar do Cristo Rei.   “Essas mulheres criaram uma forte rede de colaboração entre elas. Criam produtos juntas, e o mais importante: dividem desafios e conquistas, se sentem amparadas e não mais sozinhas na hora de empreender seus negócios”, finaliza Kathe.

Na solenidade participaram autoridades do poder executivo municipal e estadual; legislativo municipal, judiciário, lideranças comunitárias e população em geral. O encerramento contou com apresentações culturais de integrantes do projeto, ‘amigo e amiga empreendedora mirim’, exposição e comercialização de produtos das oficinas.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em


Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA