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Sinpen-MT cita enfermeiros infectados e pede lockdown em Cuiabá e Várzea Grande

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Da Redação

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen-MT) enviou ofício nesta segunda-feira (8) ao procurador-Geral de Justiça, Jose Antonio Borges, chefe do Ministério Público (MPE), solicitando recomendação para que seja decretado lockdown pelos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo o sindicato o lockdown em Cuiabá e Várzea Grande serviria para restringir a circulação de pessoas em locais públicos e impedir o funcionamento de atividades não essenciais. A criação de novos hospitais serviria para distribuir melhor os leitos de UTI em todo o Estado e, ainda, evitar a sobrecarga dos poucos disponíveis em Cuiabá e Várzea Grande.

Eles pedem ainda a feitura de recomendação para que haja a construção de hospitais de campanha ou adaptação de estabelecimentos para disponibilização de novos leitos de UTI nas cidades-polo do interior. Segundo o Sinpen, o MPE tem o poder de expedir recomendação visto que “guarda condições de fiscalizar as autoridades públicas e privadas”.

Contudo, a SES aponta que há 35 casos suspeitos em enfermaria e 33 em UTI – números que se somam aos confirmados e resultam na taxa de ocupação, que hoje é de 11,7% em leitos clínicos e 45,6% em UTI.
 
Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 51,0% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,0% masculino; além disso, 1.129 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 9.209 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 638 amostras em análise laboratorial.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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