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Ataques cibernéticos tiram sistemas da Saúde do ar em Cuiabá e Mato Grosso

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Os sistemas digitais utilizados pelas redes públicas de Saúde de Cuiabá e de Mato Grosso foram afetados por ocorrências de segurança cibernética registradas no início desta semana. Na Capital, plataformas da Secretaria Municipal de Saúde ficaram temporariamente indisponíveis após a identificação de uma possível invasão. Já no âmbito estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou um novo ataque hacker, detectado no domingo (1º).

Em Cuiabá, a Secretaria Adjunta de Tecnologia da Informação (SAETI) identificou anomalias na infraestrutura dos servidores municipais e determinou o isolamento preventivo de ambientes digitais. A medida provocou a suspensão temporária de ferramentas utilizadas pelas unidades de saúde, que passaram a recorrer a procedimentos manuais para registrar atendimentos e manter os serviços em funcionamento.

As equipes técnicas trabalham para recuperar as plataformas de maneira gradual e segura. Até o momento, não havia previsão oficial para a normalização completa dos sistemas municipais.

A indisponibilidade das ferramentas também provocou lentidão nos atendimentos, especialmente nas unidades de pronto atendimento (UPAs). A Prefeitura, entretanto, informou que os serviços não foram interrompidos e que os casos de urgência e emergência continuam recebendo assistência.

Na esfera estadual, a SES-MT comunicou que identificou uma nova tentativa de invasão no domingo. Como medida de segurança, os sistemas das unidades vinculadas à secretaria foram temporariamente suspensos para verificação da infraestrutura e apuração do ocorrido.

Segundo o governo, as equipes de tecnologia atuam para restabelecer o funcionamento das plataformas. Mesmo com limitações de acesso à rede, serviços considerados essenciais, como a regulação de urgência e emergência e os atendimentos hospitalares, continuam operando regularmente.

A secretaria informou que a retomada dos sistemas será feita de forma gradativa, mas não apresentou uma data para a normalização integral.

Estado já havia enfrentado outro ataque

O novo episódio representa a segunda ocorrência de ataque cibernético contra a Secretaria de Estado de Saúde em 2026. O primeiro caso foi identificado em março e atingiu aproximadamente um terabyte de arquivos armazenados na infraestrutura tecnológica da pasta, conforme informações divulgadas anteriormente pelo órgão.

Na ocasião, a secretaria informou que o ataque não comprometeu a base principal de dados nem provocou interrupção dos serviços de saúde.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a autoria dos episódios mais recentes, a extensão dos danos ou eventual comprometimento de informações de pacientes. As equipes responsáveis seguem trabalhando na investigação e na recuperação dos sistemas.



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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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