Cidades
Cuiabá Regula cobra correção de falhas em obras da Águas Cuiabá
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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da agência reguladora Cuiabá Regula, mantém uma atuação contínua e ininterrupta de fiscalização dos serviços executados pela concessionária Águas Cuiabá. O trabalho inclui o acompanhamento da qualidade da recomposição asfáltica após intervenções nas redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da verificação das condições de calçadas e outras estruturas afetadas pelas obras.
Como parte dessa rotina permanente, a agência realizou, entre 27 de julho e 28 de agosto de 2026, a primeira etapa da Operação Emergencial de Fiscalização Pós-Obra. A iniciativa intensificou as vistorias em serviços concluídos e entregues pela concessionária, com o objetivo de identificar falhas e exigir as adequações necessárias.
Nesse período, as equipes técnicas formalizaram 173 Relatórios de Fiscalização, que documentaram as condições encontradas em campo. Foram identificados 167 registros relacionados a problemas no pavimento, além de irregularidades em calçadas e Terminais de Inspeção e Ligação (TIL), estruturas que integram as redes de saneamento. Como resultado dessa etapa, a Cuiabá Regula emitiu 152 Termos de Notificação e 21 Autos de Infração.
Correções são de responsabilidade da concessionária
As falhas na recomposição asfáltica concentraram a maior parte das ocorrências. A fiscalização verifica se os serviços executados atendem aos padrões técnicos e às obrigações previstas no contrato de concessão, registrando as irregularidades e adotando as medidas administrativas cabíveis para exigir sua correção.
Conforme a Cláusula 33.10 do contrato, cabe à concessionária reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, às próprias expensas, os serviços que apresentem vícios, defeitos ou incorreções decorrentes da execução das obras ou dos materiais utilizados.
As adequações devem observar os prazos estabelecidos pela agência reguladora e os procedimentos administrativos previstos no contrato. O acompanhamento dessas obrigações integra o trabalho permanente da Cuiabá Regula, incluindo a verificação das providências adotadas pela concessionária.
Fiscalização permanente das obras e dos reparos
A conclusão da primeira etapa da operação representa um balanço das ações realizadas naquele período e integra uma atividade de fiscalização que prossegue de forma contínua. A agência mantém o monitoramento das intervenções da concessionária e acompanha a correção das irregularidades identificadas.
A qualidade da recomposição do pavimento é essencial para a segurança viária, a trafegabilidade e a conservação das ruas. Com essa atuação, a Cuiabá Regula busca assegurar que as obras de saneamento sejam entregues em condições adequadas e que os reparos necessários sejam efetivamente executados.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Dívida de R$ 3,2 milhões leva contratos da educação inclusiva ao TCE
Uma dívida de R$ 3,2 milhões relacionada a serviços de atendimento educacional de crianças com deficiência colocou a Prefeitura de Várzea Grande sob análise do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A cobrança foi apresentada pela Campi – Residencial Inclusivo, responsável por um programa voltado à educação inclusiva no município.
Segundo a empresa, oito notas fiscais referentes a serviços prestados pela instituição permaneciam em aberto até 31 de agosto deste ano. Os documentos somam R$ 3.263.016,68, e a nota mais antiga foi emitida em outubro de 2024, ainda durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat. A pendência também alcança a atual administração, comandada pela prefeita Flávia Moretti (PL).
A empresa levou o caso ao TCE por meio de uma Representação de Natureza Externa. Conforme os documentos apresentados, as notas estavam liquidadas ou em condições de liquidação, mas os pagamentos ainda não haviam sido realizados pelo município.
Ao prestar esclarecimentos no processo, a Prefeitura informou que os pagamentos estão previstos no cronograma financeiro da administração. O município, porém, reconheceu uma dificuldade na localização de parte da documentação apresentada pela empresa.
Quatro notas fiscais, de números 791, 797, 806 e 912, não foram encontradas nos registros consultados pela Coordenadoria Administrativa Financeira. A Prefeitura informou que serão necessárias diligências para localizar os documentos e dar continuidade à instrução dos respectivos processos.
O caso está sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim. Na análise da manifestação apresentada pelo município, ele ponderou que a ausência de determinados documentos nos registros internos não seria, por si só, justificativa suficiente para o não pagamento dos serviços que tenham sido efetivamente prestados.
O relator, contudo, também destacou os limites de atuação do Tribunal de Contas. Segundo a decisão, o TCE não tem como finalidade resolver demandas que envolvam exclusivamente interesses particulares, embora possa adotar providências caso sejam identificadas irregularidades na gestão dos recursos públicos.
A representação continua em tramitação e poderá resultar em novas medidas e eventual aplicação de sanções, caso sejam constatadas irregularidades na condução dos contratos e dos pagamentos.
A situação chama atenção ainda pelo impacto sobre uma política pública voltada à educação inclusiva. Atualmente, o programa citado no processo atende 348 crianças com deficiência em Várzea Grande.
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