Economia
Jayme pede licença ao União para apoiar Wellington Fagundes
Economia
O senador Jayme Campos (União) formalizou junto à direção estadual do partido um pedido de afastamento temporário das obrigações partidárias para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. O requerimento foi protocolado no dia 16 de setembro e solicita análise em caráter de urgência pela Executiva Estadual.
Jayme pede que a liberação tenha duração de 45 dias, período que abrange a reta final da campanha e o primeiro turno das eleições. O objetivo é evitar que o apoio público a Wellington seja considerado uma violação das regras internas do União Brasil, que integra a coligação de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do candidato do PL na disputa pelo Palácio Paiaguás.
No documento, o senador afirma que existe uma divergência de natureza política e eleitoral entre sua posição pessoal e a orientação adotada pelo partido em Mato Grosso. Jayme sustenta, porém, que o posicionamento não representa uma ruptura com o União e nem com os princípios que orientam sua atuação parlamentar.
O senador também cita dispositivos do estatuto da legenda que, segundo sua interpretação, garantem aos filiados o direito de manifestar suas convicções e defender posições pessoais. Ao mesmo tempo, reconhece que as normas partidárias estabelecem deveres relacionados ao apoio às candidaturas e à participação nas campanhas eleitorais.
A solicitação ocorre depois de Jayme ter sido derrotado na disputa interna do União Brasil para ser candidato ao Governo. A convenção partidária decidiu apoiar Pivetta, enquanto o senador passou a declarar publicamente apoio a Wellington Fagundes.
Apesar da divergência, Jayme afirma no pedido que pretende continuar filiado ao União Brasil e permanecer integrante da bancada do partido no Senado.
A aproximação com Wellington, contudo, não é nova. Os dois possuem uma relação política de longa data e já atuaram juntos no Congresso. Em agosto, durante pronunciamento no Senado, Wellington destacou a trajetória construída ao lado de Jayme e manifestou respeito pelo senador.
“Por isso, eu trago aqui o meu respeito a V. Exa., mas também, principalmente, a minha indignação por ver um homem da sua história não ter oportunidade de, democraticamente, disputar as eleições. E o povo que decida quem deve ser o próximo Governador.”
Em 2022, quando Wellington disputou a reeleição ao Senado, Jayme também declarou apoio público à candidatura do colega. Na ocasião, afirmou que se sentia honrado em atuar como cabo eleitoral de Wellington e destacou a trajetória política construída pelos dois desde o início da década de 1990.
Agora, com a disputa pelo Governo de Mato Grosso, o pedido formal ao União busca regularizar internamente a posição adotada por Jayme durante a campanha. A decisão sobre a solicitação caberá à direção estadual da legenda.
Economia
Abilio questiona pesquisa para deputado e diz que números não refletem cenário das ruas
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), questionou os resultados da pesquisa Percent Brasil para deputado estadual em Mato Grosso e afirmou que os números apresentados pelo levantamento não correspondem ao cenário que, segundo ele, vem sendo observado durante a campanha.
A pesquisa foi divulgada no último dia 15 e mostra Samantha Iris (PL) com 1,9% das citações na modalidade espontânea, enquanto os deputados Gilberto Cattani (PL) e Nininho (Republicanos) aparecem com 0,5% cada. Para Abilio, os percentuais atribuídos aos dois parlamentares estão abaixo do desempenho que ele espera nas urnas.
“Eu vi a pesquisa ontem, mas eu acho que ela está um pouco equivocada aquela pesquisa. Você percebe que o Cattani, por exemplo, está muito abaixo, o Nininho está muito abaixo e não condiz com a realidade. Nós sabemos que o Nininho será um dos mais votados. Nós sabemos que o Cattani será um dos mais votados”, afirmou.
O levantamento da Percent Brasil ouviu 1.200 pessoas entre os dias 8 e 12 de setembro, nas sete microrregiões de Mato Grosso. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-00440/2026 e BR-01019/2026.
Na avaliação de Abilio, uma das dificuldades para interpretar uma pesquisa espontânea em uma eleição proporcional está justamente na distribuição geográfica dos entrevistados. Como o eleitor é questionado sem receber uma lista de nomes, candidatos com maior presença em determinadas regiões podem ser mais lembrados nesses recortes.
“Eu acredito que essas pesquisas são recortes pontuais, ou seja, entrevistou algumas pessoas, algumas pessoas fizeram a citação. E como é legislativo, ou seja, proporcional, ela acaba dependendo de onde você perguntar, um nome aparece mais, outro nome aparece mais”, explicou.
O prefeito também comemorou o resultado obtido por Samantha Iris, que aparece entre os nomes mais citados no levantamento, com 1,9%. O percentual é o mesmo registrado pelo deputado Elizeu Nascimento (Novo) e coloca a candidata à frente de outros nomes do PL, como Faissal Calil, que aparece com 1,3%.
“Eu fico feliz que a Samanta tem saído bem pontuada em todas as pesquisas, todas”, disse Abilio.
O prefeito relacionou o desempenho da candidata à atuação política dos dois e afirmou torcer para que ela alcance uma votação expressiva.
“Eu torço muito para que a Samanta consiga obter o número de votos necessários para ser uma das mais votadas ou a mais votada e acredito que isso representa também uma certa aprovação da nossa gestão e do trabalho que a gente faz em conjunto, eu e ela, dentro da nossa vida pública”, afirmou.
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor precisa citar livremente um nome, 52% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar candidato, enquanto 1% declarou voto branco ou nulo. Max Russi (Podemos) aparece com 2,3%, seguido por Lúdio Cabral (PT), com 2,2%, e Léo Bortolin (MDB) e Paulo Araújo (Republicanos), com 2,1% cada.
Abilio também projetou uma bancada de quatro deputados do PL na Assembleia Legislativa. Além de Samantha, citou Faissal, Cattani e Adelcino Lopo como nomes que podem disputar as cadeiras pela legenda.
Apesar de contestar parte dos resultados, o prefeito afirmou que a pesquisa não define o resultado da eleição e destacou a importância da mobilização durante a campanha.
“Não é só pesquisa que ganha eleição”, afirmou.
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