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Sardinha dá 10 dias para Rogeirinho se defender de possível quebra de decoro

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O vereador Cleyton Nassarden Guerra (MDB), o Sardinha, foi escolhido por sorteio nesta quinta-feira (17) como relator do procedimento que apura uma possível quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador Rogeirinho da Dakar (PSDB), na Câmara de Várzea Grande. Com a definição, Rogeirinho terá 10 dias para apresentar defesa prévia.

O sorteio ocorreu durante reunião da Comissão de Ética. Sardinha afirmou que o prazo será respeitado para garantir o direito de defesa do colega antes do avanço da apuração.

“Como sempre nós fazemos, a partir da premissa da justiça, da ampla defesa, será dado prazo de 10 dias para que o vereador possa apresentar a sua defesa prévia”, declarou Sardinha.

O procedimento foi instaurado após uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para que a Câmara analise os fatos envolvendo Rogeirinho. O caso ganhou repercussão depois da divulgação de um vídeo nas redes sociais no qual o vereador aparece recebendo uma sacola com dinheiro em espécie.

Após o recebimento da defesa, a Comissão de Ética deverá voltar a se reunir para dar continuidade ao procedimento. Sardinha destacou que a Câmara precisa analisar o caso dentro das regras que disciplinam a atuação dos parlamentares.

“Posteriormente, uma nova reunião, até porque é uma ação recomendatória do Ministério Público, e essa Casa de Leis não pode se furtar também de contribuir para o esclarecimento das coisas”, afirmou.

O relator também afirmou que a apuração seguirá o Regimento Interno da Câmara de Várzea Grande, a Lei Orgânica do Município, as demais leis e a Constituição Federal.

“Estamos aqui como representantes do povo, para que as coisas possam transcorrer de forma lícita e transparente, dentro daquilo que rege o regimento interno, a lei orgânica do município, as leis e a Constituição Federal”, disse Sardinha.

Neste momento, o procedimento ainda está na fase de defesa prévia. Portanto, a abertura da apuração não representa uma conclusão sobre eventual quebra de decoro. Rogeirinho terá a oportunidade de apresentar sua versão antes da continuidade da análise pela Comissão de Ética.



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Justiça manda Meta identificar responsáveis por perfis que criticam Pivetta

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A Justiça Eleitoral determinou que a Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram e Facebook, forneça informações capazes de identificar os responsáveis por três perfis que vêm publicando conteúdos críticos ao candidato ao Governo de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos). A decisão é do juiz auxiliar da propaganda do TRE-MT, Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado.

As contas citadas no processo são @pivettada, @endireitamt.com.br e @najasinopense_of. A determinação estabelece prazo de 48 horas para que a plataforma apresente os dados cadastrais e registros relacionados aos perfis, incluindo informações sobre criação e acesso. As informações deverão permanecer sob sigilo no processo.

O pedido foi apresentado pela coligação “Mato Grosso Não Pode Parar”, que também havia solicitado a suspensão do perfil @pivettada e a retirada das publicações consideradas propaganda eleitoral negativa. Nesse ponto, porém, a Justiça não acolheu o pedido.

Na avaliação preliminar, o magistrado entendeu que as publicações estão relacionadas ao debate eleitoral e, embora sejam desfavoráveis a Pivetta, estão inseridas no campo da crítica política. A decisão também apontou que o fato de um perfil não apresentar o nome civil do responsável não é suficiente, por si só, para caracterizar anonimato.

A identificação dos responsáveis permitirá que eles sejam eventualmente incluídos no processo e tenham oportunidade de apresentar defesa. Até o momento, portanto, a decisão não determina que os conteúdos sejam considerados ilícitos nem estabelece responsabilização dos administradores das contas.

O caso envolve diretamente a discussão sobre os limites da crítica política nas redes sociais durante o período eleitoral. A Justiça optou por preservar, neste momento, as páginas e publicações questionadas, mas determinou a obtenção dos dados necessários para esclarecer quem está por trás dos perfis.

A medida ocorre em meio à intensificação das disputas eleitorais em Mato Grosso e ao aumento das representações envolvendo conteúdos publicados nas redes sociais. Em outro processo recente, a Justiça Eleitoral também analisou conteúdo relacionado à campanha de Pivetta e discutiu os limites entre crítica política e propaganda negativa.



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