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Após deixar vice de Pivetta, Garcia mira reeleição e diz estar “tranquilo”

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (11) que está “tranquilo” para apresentar sua defesa no âmbito da Operação Heritage, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades envolvendo um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. A declaração ocorreu durante coletiva em que também foi confirmada sua saída da disputa pela vaga de vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Questionado sobre como pretende enfrentar os desdobramentos da investigação, Garcia demonstrou confiança na própria conduta.

“Super tranquilo, absolutamente tranquilo. Tenho absoluta convicção dos meus atos e da minha honestidade”, afirmou.

O deputado também disse que a situação exigiu uma decisão pragmática diante das circunstâncias e afirmou que pretende seguir atuando politicamente mesmo após deixar a chapa majoritária.

“Tem realidades que estão postas na nossa frente. A gente precisa ter coragem de tomar a decisão. Como o governador Pivetta falou aqui, esse foi o consenso no grupo e vida que segue. Levantar a cabeça e seguir trabalhando”, declarou.

Garcia também rejeitou a possibilidade de ter sido injustiçado pelo grupo político ao perder espaço na composição para o Governo do Estado. Para justificar a relação construída ao longo dos anos com seus aliados, citou os diferentes cargos que ocupou por indicação do grupo.

“Dentro desse grupo político, eu fui secretário de governo da prefeitura de Cuiabá, eu fui deputado federal, eu fui senador da República, eu fui chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso. Eu não posso ter senso de injustiça com meu grupo”, afirmou.

A mudança ocorre depois de Garcia aparecer entre os investigados pela Operação Heritage e ser submetido a medidas cautelares determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a saída da disputa pela vice-governadoria, o deputado retorna à chapa proporcional do União Brasil e deverá buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. A estratégia foi construída após dirigentes partidários avaliarem os impactos das restrições impostas pela Justiça, entre elas a proibição de contato com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

A Operação Heritage investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada relacionados à negociação envolvendo créditos tributários da Oi.

Garcia nega qualquer participação em irregularidades e afirma que o acordo não passou pela Casa Civil durante sua gestão. Ele também sustenta que não possui cotas nos fundos de investimento mencionados na investigação.

Além das restrições de contato, a decisão judicial determinou medidas como bloqueio e indisponibilidade de bens e recolhimento de passaportes de investigados. A apuração segue em andamento.



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Pivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou na terça-feira (11) que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), deve avaliar a adoção de medidas após a divulgação de imagens em que o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), Rogerinho Dakar (PSDB), aparece recebendo maços de dinheiro.

Embora o Governo de Mato Grosso tenha firmado um acordo para auxiliar Várzea Grande na recuperação do sistema de abastecimento, Pivetta ressaltou que a administração do DAE e eventuais providências relacionadas à conduta de seus dirigentes são atribuições do município.

“A prefeita vai tomar as providências se ela julgar necessário. Pelas cenas que eu vi, obviamente, tem que tomar providência”, afirmou o governador durante coletiva.

Pivetta também explicou que a participação do Estado no enfrentamento da crise hídrica não ocorre por meio de repasses financeiros diretamente ao DAE. Segundo ele, a atuação estadual está concentrada na aquisição de equipamentos e materiais que serão utilizados para melhorar a estrutura de abastecimento.

“Nós não estamos colocando dinheiro no DAE, nós estamos colocando a Sinfra que está adquirindo os equipamentos e os materiais necessários. Essa é a nossa participação. A nossa participação é ajudar na gestão e colocar lá no pátio do DAE, ou no local necessário, os equipamentos e os materiais necessários para abastecer água no povo de Várzea Grande”.

O governador ainda reforçou que o acordo firmado entre Estado e município não representa uma intervenção na autarquia. Segundo Pivetta, o DAE continua subordinado à administração municipal, enquanto o Estado cumpre as responsabilidades estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“O DAE não está sob intervenção, o DAE continua sendo uma autarquia do município de Várzea Grande. O que nós estamos fazendo é uma aliança, foi feito um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, definindo papéis e o Estado tem esse papel, de fazer um investimento de até 60 milhões”, concluiu.

A manifestação ocorre em meio a uma situação financeira delicada enfrentada pelo DAE-VG. A própria administração admite um déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, enquanto as dívidas acumuladas com contas de energia e precatórios ultrapassam R$ 486 milhões.

Após a repercussão das imagens, Rogerinho Dakar afirmou que não houve irregularidade e sustentou que o dinheiro mostrado no vídeo seria proveniente de transações comerciais particulares realizadas em sua atividade empresarial. Ele também colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição dos órgãos de controle e pediu que a documentação do DAE seja fiscalizada.



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