Economia
Prefeitura de Sinop intensifica fiscalização na Estrada Selene e cobra agilidade na conclusão das obras
Economia
A Prefeitura de Sinop intensificou, na tarde desta terça-feira (5), a fiscalização das obras de pavimentação da Estrada Selene e cobrou maior celeridade da empresa responsável pela execução do serviço. A comitiva foi formada pelo prefeito Roberto Dorner, pelo vice-prefeito Paulinho Abreu, pelos secretários Lindomar Guida e Klayton Gonçalves, pelo subsecretário de Obras, Lucinei Amaro, além de equipes técnicas do município e dos vereadores Zezinho Construtor, Ênio da Brígida, Toninho Bernardes e Célio Garcia.
O proprietário da empresa vencedora da licitação foi convidado para acompanhar a vistoria, mas não compareceu. Diante disso, a administração municipal e os parlamentares decidiram convocá-lo para uma reunião na Prefeitura, a fim de definir medidas, solucionar os problemas identificados e estabelecer um cronograma para a conclusão dos trabalhos.
A Estrada Selene é uma importante via de acesso às comunidades rurais da região e desempenha papel fundamental no escoamento da produção agrícola, atendendo desde grandes produtores até agricultores familiares.
A obra foi iniciada em 2024 e contempla a pavimentação de 6,8 quilômetros, com investimento total de R$ 10,4 milhões. Desse valor, R$ 4,2 milhões são provenientes de convênio firmado com o Governo do Estado de Mato Grosso, articulado pelo deputado estadual Dilmar Dal’Bosco em parceria com o vereador Célio Garcia.
Durante a visita, o prefeito Roberto Dorner demonstrou insatisfação com a situação. “A empresa começou o trabalho, mas não tem máquinas. Chamamos o responsável para discutirmos esse problema aqui em cima da estrada, onde está acontecendo a obra, e ele não compareceu, porque tinha outros compromissos. Mas um compromisso dessa natureza, com a Prefeitura e com a comunidade, não se dá a importância? Temos que chamá-lo para resolver esse problema imediatamente”, declarou.
O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a administração municipal tem cumprido a sua parte. “A Prefeitura está fazendo a parte dela. É uma obra diferenciada, com 50 centímetros de base, e a parte do cascalho a Prefeitura tem atendido, não tem faltado frente para a empreiteira. Mas, infelizmente, vemos que não temos o maquinário necessário para fazer, principalmente a parte de compactação. Logo depois vai vir a capa asfáltica e a nossa preocupação é que eles não coloquem a estrutura necessária. É uma obra que tem causado transtornos para a população, poeira e dificuldades para o transporte agrícola. Queremos que a empreiteira faça a parte dela, por isso estamos aqui cobrando. Estamos no limite das notificações para tomar uma providência: ou a empresa traz o maquinário e dá celeridade à obra ou será feita a rescisão do contrato, em uma medida mais drástica”, apontou.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, ressaltou o trabalho contínuo de fiscalização realizado pelo município e pela Câmara de Vereadores. “Temos fiscais de obras e engenheiros que acompanham a execução diária. Esses apontamentos sobre o andamento das obras são o que acendem os alertas. Também lembramos da fiscalização contínua dos vereadores. Amanhã, vamos convidá-los para participar de uma reunião no gabinete, juntamente com a Câmara de Vereadores e os técnicos, para apontar, a partir dali, um prazo e um formato de decisão, assim como aconteceram nas demais obras, que percebemos a evolução, o andamento e a solução que a sociedade espera”, afirmou.
Fiscalização juntamente com o Poder Legislativo
Os vereadores presentes também se manifestaram sobre a situação encontrada durante a vistoria.
“Saio daqui triste. O proprietário da empresa foi convidado e não compareceu. Esperamos que amanhã ele apareça na Prefeitura para que esse problema seja resolvido de uma vez por todas”, declarou Zezinho Construtor.
“Há dois anos a obra já deveria estar pronta. Empresas vêm de fora, ganham a licitação e fazem isso. A sociedade paga por isso e espera pela obra. Estamos cobrando uma decisão: ou a empresa termina a obra ou devolve o dinheiro e vai embora. Não podemos aceitar esse tipo de situação”, afirmou Ênio da Brígida.
“Essa é uma obra que já está bastante atrasada. Fizemos uma força-tarefa e estamos cobrando não apenas essa obra, mas também outras frentes de trabalho, para que, quando chegar o período de chuvas, Sinop não fique novamente enfrentando problemas. A Estrada Selene merece esse apoio, e a comunidade merece uma solução”, destacou Toninho Bernardes.
O vereador Célio Garcia lembrou a importância da obra e o esforço realizado para a obtenção dos recursos. “Conseguimos, junto com o deputado Dilmar Dal’Bosco, mais de R$ 4 milhões para serem investidos aqui. Evidentemente, está acontecendo essa problemática, e isso nos entristece, porque houve muito trabalho para conquistar esse recurso. O nosso papel, enquanto representantes da população, é continuar cobrando. Se a empresa não dá conta de fazer, infelizmente terá que sair para que outra possa concluir o pavimento asfáltico e trazer mais qualidade de vida para a nossa comunidade”, concluiu.
Economia
Governo define minerais críticos prioritários para investimentos
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos se reuniu na tarde desta quinta-feira (5) para aprovar a lista de prioridades do governo federal para minerais críticos e estratégicos. São 27 minerais listados, em grupos de três prioridades – alta, média e baixa –, a serem consideradas no direcionamento de políticas públicas e recursos de fomento.

A classificação levou cinco critérios em consideração: risco geopolítico envolvendo o mineral; concentração de oferta; se esse mineral é substituível ou não; a posição do Brasil na cadeia de produção (se ainda precisar de mais desenvolvimento, ele sobe na lista); e dependência que o Brasil tem daquele mineral em relação a outros países.
A lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi sancionada em 16 de setembro, após aprovação no Congresso Nacional. O texto prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. E são esses investimentos que serão direcionados respeitando as prioridades definidas na lista aprovada na reunião de hoje.
O objetivo é criar uma nova indústria no país para processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos, como baterias de carros elétricos, e tirar o Brasil do papel de mero exportador de matéria-prima. O país tem a segunda maior reserva de grafita no mundo, a terceira de níquel, a quarta de manganês, e quer ampliar investimento no setor.
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Os minerais no topo da lista, inclusive, são essenciais para as baterias dos veículos elétricos, para os ímãs permanentes e para sistemas de armazenamento de energia. Como são fundamentais em um mercado em franca expansão, níquel, grafita, lítio, entre outros, receberão prioridade em investimentos para desenvolvimento.
“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Presente na reunião do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de se desenvolver uma indústria de minerais no Brasil. Para isso, Lula defendeu parcerias com outros países.
“Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização. Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza.”
Lista
A lista aprovada no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos foi criada a partir de outras já existentes no Ministério de Minas e Energia (MME), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros órgãos.
Foram elencados, por ordem de prioridade no investimento, 27 minerais. Mas a lista não é definitiva e outros podem entrar, a depender dos critérios já utilizados na definição da relação aprovada hoje.
Prioridade alta
- Terras raras
- Grafita
- Lítio
- Níquel
- Cobalto
- Cobre
- Manganês
- Silício
- Urânio
Prioridade média
- Tungstênio
- Cromo
- Vanádio
- Tântalo
- Titânio
- Fosfato
- Potássio
- Enxofre
Prioridade baixa
- Nióbio
- Estanho
- Ferro
- Zinco
- Ouro
- Magnésio
- Molibdênio
- Tório
- Alumínio
- Grupo da Platina
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