Economia
Prefeitura de Sinop convida setor do turismo de pesca para participar de pesquisa de campo a partir desta segunda-feira (27)
Economia
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, inicia na próxima segunda-feira (27) a pesquisa de campo para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Setorial do Turismo de Pesca. As atividades ocorrerão até quarta-feira (30), com atendimentos individuais na Diretoria de Turismo da Prefeitura de Sinop, das 8h às 11h, e reuniões de escuta ativa com condutores de turismo de pesca no Sebrae Sinop, das 19h às 22h. A ação é realizada em parceria com o Sebrae Mato Grosso e busca reunir informações que subsidiarão o planejamento estratégico para o fortalecimento da pesca esportiva no município.
A pesquisa de campo marca a primeira etapa do diagnóstico técnico que dará suporte à elaboração do plano. Durante esse período, equipes especializadas realizarão entrevistas, visitas técnicas e reuniões com representantes dos diversos segmentos ligados ao turismo de pesca para identificar potencialidades, desafios e oportunidades de desenvolvimento da atividade em Sinop.
O levantamento busca reunir informações de condutores de turismo de pesca, operadores de turismo, agências, marinas, lojas de pesca e equipamentos, associações, empreendedores do setor e representantes do poder público. O objetivo é garantir que o planejamento reflita a realidade da cadeia produtiva e contemple ações capazes de fortalecer o turismo de pesca esportiva no município.
Segundo a diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, a participação dos empresários e profissionais do setor é essencial para que o diagnóstico retrate com fidelidade a realidade do município. “Convidamos empresários, operadores, condutores, associações, agências, marinas, lojas de pesca e todos os prestadores de serviços ligados ao turismo de pesca para participarem desse processo. É muito importante que cada segmento compartilhe sua experiência, apresente os desafios que enfrenta e também as oportunidades que enxerga para o fortalecimento da atividade. Quanto maior for a participação dos atores que fazem parte dessa cadeia produtiva, mais completo será o diagnóstico e mais assertivas serão as estratégias definidas para o desenvolvimento do setor”, afirmou.
A diretora de Turismo destacou que o plano será construído de forma colaborativa e que a contribuição dos participantes será decisiva para o futuro da atividade no município. “Esse é um momento em que cada participante poderá contribuir diretamente com o futuro do turismo de pesca em Sinop. As informações levantadas durante as entrevistas e reuniões de escuta serão fundamentais para orientar investimentos, fortalecer os empreendimentos locais e consolidar o município como um destino cada vez mais competitivo. Queremos construir um planejamento baseado na realidade do setor e na participação de quem conhece, vive e trabalha diariamente com essa atividade”, disse.
A elaboração do Plano de Desenvolvimento Setorial do Turismo de Pesca integra as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Sinop e pelo Sebrae Mato Grosso para fortalecer a governança do turismo, incentivar o desenvolvimento sustentável e ampliar a competitividade do município no segmento da pesca esportiva. A previsão é que o documento seja concluído ainda neste ano e sirva como referência para políticas públicas, investimentos e novas iniciativas voltadas ao fortalecimento da atividade.
Os interessados em participar da pesquisa de campo podem procurar a equipe técnica durante o período de realização das atividades. Os atendimentos individuais ocorrerão na Diretoria de Turismo da Prefeitura de Sinop, anexa à Secretaria de Administração e Modernização, localizada ao lado do Paço Municipal Geraldino Dal Maso, na Rua das Avencas, nº 1.481, Centro, das 8h às 11h. Já as reuniões de escuta ativa com os condutores de turismo de pesca serão realizadas no Sebrae Sinop, na Avenida Bruno Martini, nº 325, Residencial Florença, das 19h às 22h.
Economia
Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP
Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
Endividamento
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
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