Economia
Sinop integra Circuito Mato-grossense da Longevidade com atrativos voltados ao público 60+
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Sinop integra o Circuito Mato-grossense da Longevidade, roteiro turístico criado para atender o público com mais de 60 anos e oferecer experiências adaptadas às necessidades dessa faixa etária. O circuito conecta os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop em uma programação de sete dias e seis noites. A iniciativa foi lançada durante a FIT Pantanal, em Cuiabá, e teve estruturação realizada pelo Sebrae Mato Grosso, com apoio da Prefeitura de Sinop.
O roteiro foi planejado para proporcionar experiências voltadas ao bem-estar, à cultura, à gastronomia, ao lazer e à convivência, com foco em conforto, acessibilidade e qualidade de vida. A proposta incentiva o envelhecimento ativo, fortalece a integração entre os municípios do corredor norte de Mato Grosso e amplia as oportunidades para o turismo regional.
Além de oferecer um roteiro direcionado ao público 60+, o Circuito Mato-grossense da Longevidade contribui para reduzir os efeitos da sazonalidade do turismo, ampliar a ocupação da rede hoteleira, fortalecer bares, restaurantes e atrativos turísticos e impulsionar os pequenos negócios da região. A iniciativa também estimula viagens em períodos de menor movimento e favorece a geração de emprego e renda nos municípios participantes.
Em Sinop, a programação inclui visita ao Curupy Acqua Park, jantar com gastronomia italiana, passeio pelo Caminho da Arte Sacra com a artista Mari Bueno e almoço no Recanto da Lagoa. O roteiro integra atrativos turísticos, culturais e gastronômicos do município e busca ampliar o tempo de permanência dos visitantes na cidade.
A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou que a participação do município no circuito representa um avanço na diversificação da oferta turística e amplia as oportunidades de desenvolvimento econômico para o setor. “A participação de Sinop no Circuito Mato-grossense da Longevidade demonstra que o município está preparado para receber diferentes perfis de visitantes e oferecer experiências que valorizam nossa cultura, nossa gastronomia e nossos atrativos turísticos. Integrar uma rota regional fortalece o turismo local, amplia a permanência dos visitantes e movimenta diversos segmentos da economia, como hotelaria, alimentação, transporte e comércio”, afirmou.
Segundo a diretora, a criação de roteiros voltados para públicos específicos fortalece o planejamento turístico e amplia a competitividade da região. “Desenvolver produtos turísticos direcionados para públicos específicos é uma estratégia importante para ampliar o fluxo de visitantes durante todo o ano e reduzir a sazonalidade do setor. O Circuito Mato-grossense da Longevidade valoriza o potencial dos municípios do corredor norte de Mato Grosso e reforça a importância da integração regional para oferecer experiências completas, acessíveis e de qualidade”, disse.
A consultora do Sebrae Mato Grosso, Amanda Maciel, explicou que a rota foi estruturada para atender um público que ainda encontra poucas opções de produtos turísticos voltados às suas necessidades. “A rota da longevidade é uma alternativa que nós encontramos para atender o público da melhor idade que tem pouquíssimos produtos turísticos direcionados para eles. Para alguns empreendimentos da região existem sazonalidades, principalmente em alguns períodos da semana. Os hotéis ficam vazios no final de semana, durante a semana os parques aquáticos também ficam vazios. Essa alternativa de trazer a melhor idade é porque eles têm tempo para qualquer hora, eles podem usufruir desses equipamentos a qualquer momento”, explicou.
A consultora também destacou que o circuito representa uma oportunidade para ampliar o acesso desse público às experiências turísticas e fortalecer a atividade econômica nos municípios participantes. “Também tem a questão dos descontos nesses períodos sazonais, o que é muito bom para a melhor idade. Foi pensando nesse público que criamos uma alternativa focada em fortalecer o turismo da região”, afirmou.
O Circuito Mato-grossense da Longevidade faz parte de uma estratégia que prevê a expansão desse modelo para as 15 regiões turísticas de Mato Grosso. No corredor do agro (Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum), a rota já possui uma primeira saída programada para setembro.
Economia
Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço
O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).
O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.
A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.
O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.
Plataforma brasileira
O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.
A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.
Teste de recuperação
O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.
Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.
Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
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