Mato Grosso
‘Bancos Vermelhos’ convidam população de Pontes e Lacerda à reflexão sobre violência contra a mulher
Mato Grosso
A luta contra a violência doméstica e o feminicídio ganhou um novo símbolo em Pontes e Lacerda. Na sexta-feira (3), a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher inaugurou dois Bancos Vermelhos na Praça Miguel Gajardoni. A iniciativa busca sensibilizar a população e fortalecer a prevenção da violência de gênero por meio da informação e da reflexão.Instalados em parceria pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e Prefeitura de Pontes e Lacerda, os bancos são mais do que elementos urbanos. Pintados de vermelho e acompanhados da mensagem “Você não está sozinha”, os espaços chamam a atenção de quem passa pelo local e reforçam que o enfrentamento à violência contra a mulher depende do compromisso coletivo.
Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo explicou que o Banco Vermelho simboliza a memória das mulheres vítimas de feminicídio e pretende despertar a conscientização da comunidade. “A ideia é que as pessoas vejam, sentem e leiam o que está escrito. As mensagens dos bancos geram uma reflexão sobre a importância da comunidade como um todo participar dessa luta em prol da vida da mulher. Esse é o nosso objetivo, chamar a atenção para essa tragédia que muitas mulheres estão vivendo no Brasil”, disse a desembargadora.
De acordo com a diretora do Fórum da Comarca de Pontes e Lacerda, juíza Djéssica Giseli Küntzer, a iniciativa foi pensada para transformar um espaço público em um instrumento permanente de prevenção. Ela explicou ainda que a proposta é fazer com que cada pessoa que passe pelo local reflita sobre o tema e compreenda que prevenir a violência é uma responsabilidade compartilhada.“Que isso traga reflexões para todo mundo em âmbito institucional e para a sociedade. O banco deve ser usado para esse momento de reflexão, mas também convida para a ação. Então, precisamos pensar na realidade atual e sobre o que vamos fazer para enfrentar a violência doméstica e familiar”, enfatizou a juíza Djéssica.
O prefeito de Pontes e Lacerda, Jakson Bassi destacou que, além de ações como os Bancos Vermelhos, a união de diversas instituições também é fundamental. “Essa união de forças de várias entidades é muito importante para conseguirmos sensibilizar e fazer com que as pessoas tenham a cultura de respeito às mulheres”, comentou. Redes de Enfrentamento
A agenda de sexta-feira contou ainda com uma reunião entre representantes da Rede de Enfrentamento do município e a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. O encontro serviu para que a nova coordenadora do Cemulher-MT se apresentasse aos integrantes e conhecesse as ações que estão em andamento e outras que serão colocadas em prática.
As Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher são espaços de articulação entre instituições que atuam na proteção das mulheres em situação de violência. A proposta é garantir atendimento integrado, humanizado e eficiente. Atualmente, Mato Grosso conta com 123 Redes de Enfrentamento implantadas, alcançando os 142 municípios do estado.Conforme o major da Polícia Militar Juliano Pamplona, a atuação integrada tem contribuído para qualificar o atendimento às vítimas. Com capacitações e orientações específicas, os policiais passaram a compreender melhor a realidade vivida pelas mulheres em situação de violência, oferecendo um atendimento mais acolhedor.
“O policial, muitas vezes, não entendia esse momento da mulher. E com o apoio da Rede, com cursos de atendimento, com conscientização dos policiais, esse atendimento ficou muito mais qualificado. Conseguimos observar como a abordagem, a forma como falar com a mulher nesse momento sensível mudou muito. Com isso, elas se sentem mais seguras para fazer a denúncia”, explicou. As duas agendas contaram com representantes do Ministério Público de Mato Grosso, Prefeitura de Pontes e Lacerda, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Câmara de Vereadores e de entidades da sociedade civil.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
TJMT orienta magistrados sobre cadastro para acesso ao Sistema de Gestão Penitenciária
Tribunal de Justiça de Mato Grosso orienta magistrados das Varas de Execução Penal, Corregedorias dos Presídios e Varas Criminais a realizarem o cadastramento no Sistema de Gestão Penitenciária (Sigepen), conforme orientação encaminhada pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD).A medida integra o trabalho liderado e coordenado pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD), desenvolvido por grupo de trabalho composto por representantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), da 1ª, 2ª e 12ª Varas Criminais de Cuiabá e do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
A iniciativa tem como objetivo adequar os procedimentos de transferência e recambiamento de pessoas privadas de liberdade às diretrizes estabelecidas pela Resolução CNJ nº 404/2021.
Para isso, o Judiciário reforça o chamado aos magistrados das Varas de Execução Penal, Corregedorias dos Presídios e Varas Criminais para que realizem o cadastramento e obtenham acesso ao Sistema de Gestão Penitenciária (Sigepen).
O acesso ao sistema permitirá a consulta direta de informações penitenciárias, conferindo mais agilidade e segurança à análise de pedidos de transferência, recambiamento e demais demandas da execução penal, além de reduzir a necessidade de solicitações manuais às unidades prisionais.
A iniciativa reduz a necessidade de solicitações manuais às unidades prisionais e amplia a segurança jurídica das decisões, com base em informações atualizadas.
Iniciativa interinstitucional
Para o supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, o projeto demonstra a importância da cooperação institucional para superar desafios históricos e construir soluções permanentes. “A atuação coordenada entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo promove maior eficiência, transparência e segurança, fortalecendo a prestação jurisdicional e a gestão do sistema prisional”, destacou.
Como solicitar o acesso?
Para obter a habilitação no Sigepen, o magistrado deve:
• preencher o formulário eletrônico encaminhado pelo NCJUD por meio do Ofício-Circular nº 2/2026-NCJUD, enviado por e-mail em 16 de junho de 2026;
• informar os dados de identificação e funcionais, selecionando obrigatoriamente o Perfil de Consulta;
• assinar o formulário e concluir o envio para habilitação.
Os magistrados que ainda não realizaram o procedimento devem encaminhar a documentação o quanto antes, para que a Secretaria de Estado de Justiça efetive a liberação do acesso.
Após a conclusão do cadastramento, a CTI da Sejus será responsável pelo suporte técnico aos usuários, incluindo atendimentos relacionados a dúvidas, manutenção do sistema e eventual correção de inconsistências cadastrais.
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