Economia
Fábio Tardin acusa Prefeitura de Várzea Grande de não cumprir promessas: “Falam muito, não fazem nada”
Economia
O deputado estadual Fábio Tardin (Podemos) fez duras críticas à gestão da Prefeitura de Várzea Grande ao afirmar que o Executivo municipal não tem cumprido os compromissos assumidos com a população. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (25), durante entrevista concedida na inauguração do Parque Tecnológico, no bairro Chapéu do Sol.
Ao comentar o clima de desgaste entre a Prefeitura e a Câmara Municipal, acirrado após o incêndio que atingiu um centro de abastecimento e gerou troca de acusações entre vereadores e integrantes do Executivo, o parlamentar lamentou os conflitos e defendeu maior diálogo entre os poderes.
“É lamentável. Nós deveríamos fazer uma união para discutir o que realmente interessa, que é a vida da população de Várzea Grande. Não está nada fácil”, afirmou.
Na sequência, Tardin responsabilizou a administração municipal pela falta de resultados e disse que as cobranças feitas pelos vereadores refletem a insatisfação com a condução da gestão.
“Os vereadores estão de um lado cobrando. Infelizmente, o Executivo Municipal não entrega o que foi prometido. Essa é a grande realidade. Falam muito, não fazem nada”, disparou.
Como exemplo, o deputado relatou que destinou R$ 2 milhões, em novembro do ano passado, para a realização de um mutirão odontológico no município. Segundo ele, outros R$ 500 mil foram investidos na aquisição de cadeiras odontológicas, que acabaram destruídas por um incêndio antes mesmo de serem utilizadas pela população.
“O recurso foi colocado para atender a população. As cadeiras não foram instaladas, pegaram fogo e não chegaram a atender ninguém”, criticou.
O parlamentar também afirmou que ainda não recebeu esclarecimentos sobre a destinação dos R$ 2 milhões encaminhados para a ação na área de saúde bucal e defendeu maior controle sobre os gastos públicos.
“Até hoje não vi onde foi esse dinheiro. É esse tipo de coisa que não pode acontecer em Várzea Grande. Tem que fiscalizar e ser fiscalizado”, concluiu.
Economia
Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos
Valores divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.
Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.
Saques
Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.
As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.
Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).
Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).
Sistema
O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.
Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.
Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.
Resgate
O dinheiro pode ser resgatado de três formas:
- Solicitar diretamente à instituição responsável;
- Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
- Pedir resgate automático de valores.
Os valores esquecidos são originados de:
- contas-correntes ou poupanças encerradas;
- cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
- recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
- tarifas cobradas indevidamente;
- parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
- contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
- contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
- outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
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