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Cabo Verde busca empate heroico contra o Uruguai e mantém vivo sonho da classificação

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A estreia de Cabo Verde em Copas do Mundo continua rendendo histórias dignas de roteiro. Na tarde desta segunda-feira, em Miami, os Tubarões Azuis empataram em 2 a 2 com o Uruguai pela segunda rodada do Grupo H, em uma partida emocionante e cheia de reviravoltas. Com o resultado, a seleção africana chegou aos dois pontos e segue na briga por uma vaga na terceira rodada da fase de grupos.

O jogo

O primeiro tempo começou com um roteiro familiar para quem viu a estreia cabo-verdiana contra a Espanha: o adversário pressionava, e os Tubarões se seguravam na defesa com disciplina. Diferentemente dos espanhóis, porém, o Uruguai não conseguiu impor tanto volume de jogo, e Cabo Verde passou a reter mais a bola, acalmando as ações.

Foi aos 19 minutos que veio o momento histórico. Rodrigo Bentancur cometeu falta em Telmo Arcanjo na intermediária ofensiva. O volante Kevin Pina assumiu a cobrança e acertou um chute fortíssimo no canto direito de Muslera, sem chances de defesa. O primeiro gol de Cabo Verde em uma Copa do Mundo estava anotado, e o sonho se tornava ainda mais real.

O Uruguai, no entanto, mostrou raça para reagir. Em duas bolas alçadas à área, conseguiu virar o placar ainda na primeira etapa. No primeiro cruzamento, o lateral Sidny Lopes Cabral cabeceou contra

FICHA TÉCNICA URUGUAI 2 X 2 CABO VERDE
Competicao Copa do Mundo (Grupo H – 2 rodada)
Local Hard Rock Stadium, Miami (EUA)
Data 22 de junho de 2026
Horario 19h
Arbitro Espen Eskas (NOR)
Assistentes Jan Erik Engan (NOR) e Isaak Bashevkin (NOR)
VAR Willy Delajod (FRA)
Uruguai Fernando Muslera; Guillermo Varela, Sebastian Caceres, Mathias Olivera, Juan Sanabria; Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte; Nicolas De La Cruz, Federico Valverde, Maximiliano Araujo; Brian Rodriguez, Federico Vinas, Darwin Nunez, Agustin Canobbio. Técnico: Marcelo Bielsa
Cabo Verde Vozinha; Sidny Cabral, Diney Borges, Roberto Lopes, Steven Moreira; Kevin Pina, Laros Duarte; Telmo Arcanjo, Deroy Duarte, Jamiro Monteiro, Yannick Semedo; Garry Rodrigues, Nuno da Costa, Benchimol, Helio Varela, Ryan Mendes. Tecnico: Pedro Bubista

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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