Economia
Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 60,3 bi
Economia
O crescimento de gastos obrigatórios fez a estimativa total de déficit primário para 2026 aumentar de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões. A previsão consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, enviado nesta sexta-feira (22) ao Congresso Nacional.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública. A estimativa considera os precatórios, que estão fora da meta fiscal até 2026 após acordo fechado em 2023 com o Supremo Tribunal Federal (STF). Também há alguns gastos com defesa, saúde e educação excluídos por lei da meta.
Ao incluir os precatórios e as despesas fora do arcabouço fiscal, a previsão de gastos excluídos da meta de resultado primário está em R$ 60,3 bilhões. A estimativa de déficit primário total impacta diretamente o endividamento do governo.
Ao excluir os precatórios e as exceções do arcabouço fiscal, no entanto, o governo prevê superávit primário de R$ 4,1 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos do governo para pagar os juros da dívida pública.
Por causa dessa previsão de superávit, o governo não contingenciou verbas no Orçamento de 2026. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento bloquearam R$ 22,1 bilhão. Esse bloqueio é necessário para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas não está relacionado à meta de resultado primário.
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Despesas
O relatório bimestral prevê alta de R$ 4,4 bilhões nas receitas líquidas em relação ao valor aprovado no Orçamento de 2026. A equipe econômica ainda não incluiu o aumento das estimativas de royalties do petróleo, por causa da escalada do preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio.
A equipe econômica também estima um aumento de R$ 4,6 bilhões nas despesas totais.
Esse montante foi obtido da seguinte forma:
- +R$ 30,1 bilhões de gastos obrigatórios;
- –R$ 25,2 bilhões de gastos discricionários (não-obrigatórios, dos quais R$ 22,1 bilhões vêm do bloqueio.
Em relação aos gastos, os principais fatores que pressionam as despesas foram os seguintes:
- Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
- Benefícios previdenciárias: +R$ 11,5 bilhões;
- Créditos extraordinários: +R$ 3,5 bilhões;
- Obrigatórias com controle de fluxo (inclui Bolsa Família): +R$ 3,4 bilhões
- Demais despesas: +300 milhões.
Receitas administradas
Do lado das receitas administradas pelo Fisco, que representam os tributos, as principais variações foram as seguintes:
- Imposto de Renda: +R$ 10,3 bilhões (influenciado pelo lucro de petroleiras);
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): +R$ 4,5 bilhões;
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): +R$ 3,9 bilhões;
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): +R$ 1,1 bilhão.
Ao considerar as transferências para os estados e municípios, que aumentarão R$ 16,1 bilhões, a alta total das receitas líquidas ficou em R$ 4,4 bilhões.
Receitas não-administradas
Em relação às receitas não-administradas pela Receita Federal, o relatório reduziu a estimativa em R$ 2,1 bilhões. As principais variações foram as seguintes:
- Exploração de recursos naturais (royalties): -R$ 4,6 bilhões, números devem ser revistos para cima com o prolongamento da guerra no Oriente Médio;
- Dividendos de estatais: +R$ 800 milhões;
- Outras receitas não-administradas: +1,7 bilhão.
Economia
Corrida Marajá reúne 2 mil participantes e fortalece parceria com a Prefeitura de Várzea Grande
A 4ª Corrida da Marajá – Edição Infinity Energy Drink movimentou Várzea Grande na manhã deste domingo (23), reunindo cerca de 2 mil participantes em um percurso de seis quilômetros. A prova teve largada às 6h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, e contou com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, que disponibilizou serviços públicos necessários para garantir organização e segurança durante o evento. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, também prestigiou a programação.
A iniciativa marcou os 63 anos de fundação da Marajá e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, famílias, crianças e participantes da modalidade PCD, promovendo uma manhã de esporte, saúde, inclusão e qualidade de vida. A corrida, que começou como uma comemoração pelos 60 anos da empresa, chega à quarta edição após conquistar a participação e o incentivo do público.
Para a diretora da fábrica de Refrigerantes Marajá, Ulana Bruehmueller, a corrida se tornou uma forma especial de celebrar a história da empresa junto à população. “Hoje é um dia muito especial, são 63 anos da indústria Marajá. Quando a Marajá fez 60 anos, nós resolvemos comemorar com a primeira corrida. Era para ser a corrida dos 60, mas a turma gostou tanto e começou a pedir que já estamos na quarta edição. É uma comemoração ímpar. Olha a quantidade de pessoas desde 5h30 da manhã e uma energia muito gostosa. É a energia que a Marajá tem”, destacou. Ela também agradeceu à Prefeitura pelo apoio na estrutura dos serviços públicos, que contribuiu para a realização segura e tranquila da prova.
Entre os participantes esteve o atleta Wendell Jerônimo de Souza, de 34 anos, natural de Pontes e Lacerda, que completou os seis quilômetros em aproximadamente 17 minutos. Segundo ele, o resultado foi resultado de estratégia e experiência. “É uma prova muito rápida, mas ao mesmo tempo tem algumas dificuldades. Usei a estratégia para não sair muito forte no início. Depois aproveitei as partes mais rápidas para me favorecer e, graças a Deus, deu certo”, contou.
A inclusão também foi destaque na competição. O atleta PCD Daniel Nascimento, de 31 anos, participa de corridas de rua desde 2018 e encontrou no esporte uma forma de cuidar da saúde, da autoestima e da qualidade de vida. “É uma alegria estar participando. Quando vim parar na cadeira de rodas, procurei uma forma de manter minha saúde e minha qualidade de vida e encontrei isso na corrida de rua e no basquete em cadeira de rodas. Também incentivo minha família, meus amigos e outras pessoas a buscarem uma qualidade de vida melhor”, afirmou.
O secretário Ricardo Amorim destacou a importância da parceria entre o poder público e empresas tradicionais que contribuem para o desenvolvimento e a promoção de atividades em Várzea Grande. “A Marajá é uma empresa tradicional aqui de Várzea Grande. Quando você junta essa história com uma corrida, envolvendo saúde e sustentabilidade, tem tudo a ver com o meio ambiente. A Marajá é uma parceira e uma fomentadora do município. Ela traz pessoas de várias regiões para conhecer Várzea Grande”, afirmou.
O secretário também ressaltou o caráter democrático da prova. “Você percebe que na corrida tem jovem, idoso, criança, o pessoal PCD. É todo mundo unido em um só objetivo: correr pela saúde”, completou.
A corrida também mobilizou grupos de atletas de diferentes regiões. O treinador Aureo Veleda levou cerca de 60 integrantes de sua academia, localizada no bairro Pedra 90, para participar da prova. Há seis anos envolvido com corridas de rua na região metropolitana, ele conta que o grupo cresceu a partir da participação coletiva nas competições. “Começamos a correr em equipe e fomos animando a galera. Hoje viemos em peso para prestigiar o evento da Marajá. Viemos de ônibus, de carro, cada um da forma que conseguiu, mas todo mundo junto”, relatou.
A 4ª Corrida da Marajá contou ainda com a participação de empresas e parceiros da região, entre eles Fiemt/SESI, Açaí Movido, Açúcar Itamari, Urbano, Selavi Nutrition, Rodrigo Costa Assessoria Esportiva e Café 3 Corações.
Com apoio da Prefeitura de Várzea Grande e participação de atletas, famílias e empresas, a corrida reforçou a importância da parceria entre o poder público e a iniciativa privada na realização de eventos que movimentam a cidade, promovem saúde e qualidade de vida e valorizam empresas que fazem parte da história de Várzea Grande.
Galeria de Fotos (31 fotos)
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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