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Polícia Civil realiza workshop de combate a grupos criminosos no ambiente digital

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A Polícia Civil está realizando, nestas quarta e quinta-feira (20 e 21.05), um workshop de combate a grupos e facções criminosas no ambiente digital, com o objetivo de fortalecer a integração institucional e discutir estratégias de prevenção, investigação e repressão qualificadas frente aos desafios impostos pelo crime organizado no ambiente digital, incluindo fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro, criptoativos, uso de plataformas digitais e tecnologias emergentes.

Ao todo, 94 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, das 15 regionais de Mato Grosso, participam do evento, além de 20 representantes de setores antifraudes de empresas que atuam no mercado financeiro e digital.

O diretor de Inteligência da Polícia Civil, delegado Juliano Carvalho, citou a importância da realização de um workshop com a presença de representantes das empresas financeiras.

“De nada adianta a polícia investir em capacitação isolada, em aquisição de ferramentas, se não tivermos esse quinto elemento, que é a parceria com essas empresas. Então, eu queria agradecer essa parceria, essa disponibilidade de dividir conosco os conhecimentos. Porque só com essa trilha de equipamentos é que nós vamos conseguir efetivar o combate qualificado e com eficiência para a sociedade. Porque nós estamos vendo que o crime organizado cresce dia após dia”, afirmou o diretor.

O avanço das tecnologias digitais transformou profundamente a dinâmica das facções criminosas, ampliando sua capacidade de atuação, comunicação, financiamento e ocultação de atividades ilícitas.

“Nós vivemos um momento em que o crime organizado avança, cresce em velocidade acelerada, utilizando tecnologias altamente sofisticadas, estruturas sociais, criptoativos, fraudes eletrônicas e uma série de outras ferramentas e tecnologias que fazem a atuação do crime organizado avançar e facilita a ocultação e a lavagem do dinheiro obtido através desse tipo de prática criminosa”, afirmou o diretor da Academia da Polícia Civil, Fausto José Freitas da Silva.

Os criminosos atravessaram as fronteiras físicas, abandonaram as atividades agressivas e migraram para o ambiente digital. E as capacitações possibilitam que a Polícia Civil se prepare para combater esses novos tipos de crime.

“Esse seminário representa a preocupação da Polícia Civil com esse tema, mas não só com o tema, com a qualificação permanente dos nossos servidores, com a capacitação continuada, com o aperfeiçoamento das técnicas de investigação e também com o fortalecimento das relações e parcerias entre instituições públicas e privadas”, completou Fausto.

O coordenador de Operações e Recursos Especiais (Core), delegado Pablo Bonifácio Carneiro, também frisou a importância do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e os representantes das instituições financeiras e ou bancárias.

“Essas parcerias são importantes no combate. Eles são verdadeiros heróis anônimos, que, muitas vezes, não aparecem no relatório, mas nós sabemos a importância dos senhores no cumprimento da missão. Então quero deixar um agradecimento em nome da Polícia Civil”, disse o coordenador da Core.

O seminário ocorrerá durante todo o dia nestas quarta e quinta-feira (20 e 21.05) e contará com palestras de delegados da Polícia Civil de mato Grosso e representantes de empresas que atuam no mercado financeiro e digital, como Bradesco, Mercado Livre, Santander, Nubank, Picpay, PagBank, C6 Bank STW Brasil, Ifood, GIF International, OLX, Roblox, Kodex, CertiFace, Binance e STW Brasil – AFD.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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