Economia
Obras do CER II entram na fase final das fundações e não registram atrasos mesmo durante período de fortes chuvas
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Com a chegada da estiagem, as obras vão deslanchar e seguir o planejamento. A retomada do projeto foi feita no final de fevereiro deste ano, pela prefeita Flávia Moretti (PL).
A retomada das obras do Centro Especializado de Reabilitação Física e Intelectual (CER II), no bairro Ipase, em Várzea Grande, segue o cronograma e não apresenta atrasos, mesmo sob o intenso período de chuvas, registrado no primeiro trimestre desse ano. Nesse momento, as equipes de campo estão finalizando a etapa de fundação para dar início a edificação de pilares. Com a chegada da estiagem, as obras vão deslanchar e seguir o planejamento. A retomada do projeto foi feita no final de fevereiro deste ano, pela prefeita Flávia Moretti (PL).
Orçada em R$ 4 milhões, e executada com recursos da União e do Município, o CER II teve as obras lançadas em 2024, mas precisou ser paralisado em razão de problemas contratuais com a empresa anteriormente responsável, o que levou à rescisão do contrato e à abertura de um novo processo licitatório. Apesar da burocracia, a atual gestão conseguiu agilizar os trâmites administrativos necessários para garantir a retomada do projeto e assegurar recursos para começo, meio e fim do projeto.
O funcionamento do novo espaço será um marco na assistência e no atendimento de pessoas com deficiência. “Será um local construído com carinho e pensado para de fato ser acessível e ofertar o que os pacientes realmente precisam para vive com qualidade de vida e de forma confortável, defende a prefeita”.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a atual gestão já avançou muito na assistência às pessoas com deficiência. “Com a não realização das obras do CER II, até 2024, a atual gestão tirou o CER de dentro do Postão, onde nunca houve condições adequadas de estrutura e de atendimento, e nem de acessibilidade, e trouxe esses atendimentos para um local novo e totalmente adaptado, que o CER II que funciona agora na Ponte Nova, na antiga Escola Estadual ‘Antonio Geraldo G. Gattiboni’. A Saúde avançou muito e vai avançar mais”.
O superintendente de Obras da secretaria de Saúde, Michael Alves, destaca que a obra “saiu do chão” e que não houve interrupções durante o período de chuvas e que mesmo nesse momento mais crítico, as etapas essenciais da obra – terraplanagem e fundações – seguiram ritmo. “Agora, com a seca, os trabalhos vão deslanchar. Finalizando a fundação, seguiremos para o que chamamos de “superestrutura”, que é edificação de pilares, concretagem e então a etapa de alvenaria, esta última que dará a cara do projeto”.
ESTRUTURA DO NOVO CER II – A nova unidade contará com mais de 1.200 metros quadrados de área construída, com estrutura moderna e totalmente acessível, edificada em apenas um pavimento. O espaço terá consultórios interdisciplinares, consultórios de triagem, consultório neurológico, sala de enfermagem, recepção, sala de reunião, refeitório, pátio, playground, além de áreas de convivência interna e externa.
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Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias
Por mais dois meses, as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos) continuarão a ser tributadas. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, nesta quinta-feira (9), manter em 12% a alíquota do Imposto de Exportação sobre esses produtos.

Anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida terá validade de até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, diante da evolução do cenário internacional.
Segundo o governo, a decisão foi motivada pela deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e os novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz.
Medida temporária
Em nota, o Mdic informou que a manutenção da alíquota busca preservar o abastecimento do mercado interno de combustíveis e garantir matéria-prima para o parque de refino nacional.
De acordo com a pasta, a decisão “busca a continuidade de condições adequadas de refino no país, de forma a proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis”.
O ministério acrescentou que a medida foi adotada “diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz”.
Contexto
O imposto sobre a exportação de petróleo foi criado por meio de uma medida provisória (MP) editada em março para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio.
A medida provisória perde a validade nesta quinta. Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional.
Inicialmente, a equipe econômica pretendia reduzir gradualmente a cobrança até zerar o imposto, caso o preço internacional do petróleo permanecesse em patamar mais baixo.
Guerra muda cenário
A estratégia, no entanto, foi revista após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar as cotações internacionais da commodity.
Nos últimos dias, o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 80, refletindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global, diante das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Reavaliação
Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo também reavalia o cronograma para retirada de subsídios relacionados aos combustíveis.
Segundo o ministro, a mudança no cenário internacional exige cautela antes de qualquer nova alteração na política adotada para o setor.
A manutenção da alíquota de 12% será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando a evolução do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo e combustíveis.
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