Economia
Concessionária Rumo confirma projeto para expandir ferrovia em Mato Grosso
Economia
Da Redação.
O presidente da Rumo Logística, concessionária da Ferrovia ‘Vicente Vuolo’, confirmou que a empresa definiu como prioridade a expansão de sua malha ferroviária no Estado de Mato Grosso. “O foco agora será estender nossa própria ferrovia em direção à carga. Temos que nos preparar para atender um Estado como o Mato Grosso, que até 2030 deve chegar a 120 milhões de toneladas de produção” – disse João Alberto Fernandez de Abreu, executivo da empresa.
Na quarta-feira, 28, a Rumo assinou a prorrogação antecipada do contrato da Malha Paulista, após quase cinco anos de um processo marcado por questionamentos e negociações duras. Com isso, a empresa de logística do grupo Cosan garantiu mais 30 anos de operação da ferrovia, em troca de R$ 6,1 bilhões de novos investimentos e R$ 2,9 bilhões em outorgas a serem pagas ao governo federal.
Na Webinar “Os impactos econômicos e sociais da prorrogação da Malha Paulista”, nesta quinta-feira, 28, o assunto voltou a ser debatido pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alexandre Porto, e o presidente do Conselho da Rumo, Marcos Lutz, além do presidente da empresa, João Alberto Fernandez.
Os planos da empresa já haviam sido apresentados Frente Parlamentar de Infraestrutura e Logística (Frenlogi), cujo presidente é o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que também participou da conferência online, juntamente com o senador Jayme Campos (DEM-MT), deputado federal Neri Gueller (PP-MT) e o governador Mauro Mendes. Fernandez e o ministro Tarcísio fizeram questão de enfatizar o empenho da Frente Parlamentar e também da bancada de Mato Grosso.
“Eu não tenho dúvidas de que o grande sonho do povo mato-grossense, que é a chegada da ferrovia até Cuiabá e depois avançar sobre as regiões de produção e processamento industrial do Estado, será concretizado. O passo determinante, que foi a renovação da concessão para permitir os investimentos e superar os gargalos de transporte foi dado e abriu esse importante caminho” – frisou o senador, que é também vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado.
Segundo prevê os planos da empresa, a ideia é construir uma extensão da via, que hoje acaba em Rondonópolis, até Lucas do Rio Verde. A proposta estratégica seria criar um grande corredor ferroviário, formado pela Malha Norte e pela Malha Paulista, para escoar a produção do Mato Grosso até o Porto de Santos.
Segundo Beto de Abreu ao jornal “Valor Econômico”, o projeto é embrionário, mas a Rumo já chegou até mesmo a entrar com um pedido de licença ambiental para a extensão e adquiriu um terreno no município de Lucas do Rio Verde, para a construção de um terminal. A discussão com áreas do governo e órgãos reguladores, porém, ainda não teve início. A longo prazo, ele defendeu na Webinar desta quinta, que Mato Grosso tenha uma malha ferroviária própria para dar suporte a expressiva produção de grãos e produtos destinados a exportação.
O executivo da Rumo também confirmou a conclusão das obras do Terminal de Cargas de Rondonópolis, da América Latina em operação. A previsão é de que seja entregue ainda na primeira quinzena de junho, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. O investimento no terminal alcançou a cifra de R$ 250 milhões, o que permitiu dobrar a sua capacidade.
Malha Paulista – Do total de investimentos previstos na renovação da Malha Paulista – trecho no Estado de São Paulo, até o porto de Santo, que se conecta com Rondonópolis -, cerca de um quarto terá que ser feito logo nos primeiros anos, segundo informa o jornal. A ideia da empresa é aplicar por volta de R$ 1,7 bilhão até 2023, de um total de R$ 6,1 bilhões previstos até o fim da concessão, em 2058.
A expectativa é mais do que dobrar a capacidade de transporte da ferrovia, das atuais 35 milhões de toneladas por ano para 75 milhões, além de fazer melhorias importantes, segundo o exemplo. “A Malha Paulista foi concebida há um século, para transportar café. Então você deve imaginar a oportunidade que temos de aumentar não só capacidade da malha como também todo o aspecto de segurança e eficiência”, diz.
Foto: Divulgação.
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
-
Cidades5 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política6 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Política4 dias atrásEleições: propaganda eleitoral começa neste domingo
-
Cidades4 dias atrás“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
-
Cidades6 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política6 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política4 dias atrásMP visa combate à fome de populações afetadas por mudanças climáticas
-
Política5 dias atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção


Você precisa estar logado para postar um comentário Login