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Botafogo goleia Independiente Petrolero na Sul-Americana

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O Botafogo fez valer o mando de campo e conquistou uma vitória convincente ao venceu o Independiente Petrolero, da Bolívia, por 3 a 0, em jogo válido pela 3ª rodada do Grupo E da Copa Sul-Americana. A partida foi marcada pelo domínio alvinegro e por atuações individuais de destaque. O confronto, disputado nesta terça-feira, mostrou um time seguro, criativo e eficiente nas finalizações.

Primeiro tempo

O placar foi inaugurado aos 15 minutos, em uma jogada que começou e terminou pelas laterais do campo. Alex Telles, pela esquerda, levantou a bola com precisão para Mateo Ponte, que apareceu como elemento surpresa do outro lado e completou de primeira, sem chances para o goleiro Johan Gutiérrez.

O Botafogo seguiu melhor na etapa inicial, criando as principais oportunidades e controlando o ritmo do jogo.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o Botafogo manteve o ímpeto ofensivo e rapidamente ampliou o placar. Aos 17 minutos, Alex Telles cobrou falta na área, Gutiérrez espalmou para o meio e Montoro, atento, dominou e finalizou com categoria para marcar o segundo.

O terceiro gol veio aos 30 minutos, em um contra-ataque perfeito. Chris Ramos arrancou pelo meio e serviu Newton, que bateu cruzado para fechar a conta e transformar a vitória em goleada.

A equipe boliviana ainda terminou a partida com um jogador a menos. Aos 44 do segundo tempo, Eduardo Portoderrubou Chris Ramos para evitar mais um contra-ataque e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso.

O Botafogo administrou o resultado até o apito final e garantiu três pontos importantes na sequência da temporada.

Próximo compromisso do Botafogo

  • Jogo: Botafogo x Remo
  • Competição: Brasileirão – 14ª rodada
  • Data: 02/05 (sábado), às 16h (de Brasília)
  • Local: Estádio Nilton Santos
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 3 x 0 INDEPENDIENTE PETROLERO
Competição Copa Sul-Americana – Grupo E – 3ª rodada
Local Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data 28 de abril de 2026
Horário 19h (de Brasília)
Cartões Amarelos Bastos (Botafogo), Eduardo Porto (Ind. Petrolero), Santi Rodríguez (Botafogo)
Cartões Vermelhos Eduardo Porto (Ind. Petrolero)
Gols Mateo Ponte, 15′ do 1ºT (Botafogo); Álvaro Montoro, 17′ do 2ºT (Botafogo); Newton, 30′ do 2ºT (Botafogo)
Arbitragem Árbitro: Fernando Andre Vejar Díaz (CHI)
Botafogo Neto, Mateo Ponte, Bastos, Barboza, Alex Telles (Marçal); Allan, Medina, Montoro (Santi Rodríguez); Kadir Barría (Correa), Edenílson (Newton), Arthur Cabral (Chris Ramos). Técnico: Franclim Carvalho
Ind. Petrolero Johan Gutiérrez, Torres, Palma, Eduardo Porto, Francisco Rodríguez (Leanos); Vargas (Gustavo Cristaldo), Daniel Rojas, Willie; Wagner (Lutkowski), Jonathan Cristaldo (Rodrigo Rivas), Rudy Cardozo (Mercado). Técnico: Thiago Leitão

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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