Economia
Mais de 400 pessoas participam do CineSenar em Bonsucesso
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Mais de 400 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, lotaram a quadra da EMEB Maria Barbosa Martins, na comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande, na noite de sexta-feira (24), durante mais uma edição do CineSenar. O projeto, realizado pela Prefeitura Municipal em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), exibiu o sucesso do cinema “Moana 2” e garantiu momentos de lazer e integração para toda a comunidade.
A programação teve início por volta das 18h, com recepção ao público, moradores da região e convidados. Durante o evento, foram distribuídos pipoca e algodão doce, tornando a noite ainda mais especial e divertida para as famílias presentes.
A prefeita Flávia Moretti destacou a importância da parceria e o impacto social da ação, principalmente para crianças e moradores que nunca tiveram acesso ao cinema.
“Quero agradecer ao sindicato e ao Senar por essa parceria tão importante. Hoje é um dia de festa para as famílias de Bonsucesso. Muitas pessoas aqui nunca tinham ido ao cinema e poder proporcionar isso é motivo de muita alegria. Essas ações mostram como, quando a Prefeitura, a comunidade, as escolas e as instituições caminham juntas, a gente consegue levar dignidade, lazer e oportunidades para todos”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, reforçou que o projeto vai além do entretenimento e fortalece o vínculo comunitário, além de aproximar os serviços públicos da população.
“O CineSenar é uma ação que promove convivência, acolhimento e inclusão social. É um momento em que as famílias se reúnem, as crianças se divertem e a comunidade se fortalece. Além disso, esse tipo de evento aproxima a população da rede de assistência e mostra que a Prefeitura está presente em todas as regiões”, destacou.
Durante o evento, também foi anunciada a ampliação das parcerias com o Senar, incluindo a previsão de capacitações voltadas ao pequeno produtor rural, fortalecendo o desenvolvimento local e criando novas oportunidades para os moradores da região.
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Economia
Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic
A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.
Indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.
“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.
Comércio
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.
“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.
Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.
A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.
Centrais sindicais
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.
“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.
Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.
A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.
“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.
Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.
A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.
Pressão por novos cortes
Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.
O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.
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