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Isenção para quem ganha R$ 5 mil vale para a declaração do IR 2026?

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Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais está em vigor na folha de pagamento desde o dia 1º de janeiro de 2026. 

Para quem não sabe, desde o início do ano, pessoas que recebem menos de R$ 5 mil mensais não estão mais sujeitas a pagar o Imposto de Renda. Além disso, há um desconto progressivo para quem recebe um salário de até R$ 7.350.

O efeito prático causou uma dúvida: e para a declaração do Imposto de Renda? O desconto vale? A resposta é: ainda não. 

Apesar de o benefício já estar valendo na folha de pagamento, quem declara o Imposto de Renda agora precisa ter atenção: a isenção não vale para a declaração deste ano.

E o motivo é simples: contribuintes obrigados a prestar contas com o Fisco estão tratando do exercício do ano calendário de 2025

“A declaração que você entrega no ano de 2026 não reflete o presente. Ela é uma prestação de contas do passado, tudo o que você recebeu ao longo do ano de 2025. A nova isenção de R$ 5 mil existe, sim. Mas ela só passou a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026″, explica o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares. 

“Isso decorre de um princípio básico do direito tributário chamado de anterioridade, em que uma lei que cria ou amplia benefício fiscal não pode retroagir para alcançar fatos já ocorridos. A boa notícia é que esse olhar para trás será diferente no ano de 2027. Na declaração do próximo ano, referente a tudo que você recebeu ao longo de 2026, a nova faixa estará plenamente incorporada. É lá que a reforma do IR aparece completa para a maioria dos contribuintes”, diz.

>> Veja todo o conteúdo do Tira-Dúvidas IR 2026

Vale apontar que é possível que mesmo quem ganhe menos de R$ 5 mil tenha que declarar no ano que vem, segunda a professora de Ciências Contábeis da Unime, Ahiram Cardoso. 

“Há uma confusão referente a esse recebimento de até R$ 5 mil em 2026. Ele está dispensado a pagar o Imposto de Renda, mas não necessariamente dispensado a declarar em 2027, porque tem que estar observando o limite de obrigatoriedade do recebimento de rendimentos tributáveis no ano. Então, a gente vai ter que observar esse limite da obrigatoriedade”, aponta. 

Neste ano, está isento de declarar o Imposto de Renda quem recebeu em média até R$ 2.428,80 no ano passado e não se encaixa em outros critérios que obrigue a declarar. 

É bom lembrar que há, ainda, um desconto simplificado mensal de R$ 607,20. Isso faz com que na prática, quem receba até R$ 3.036 esteja isento de pagar o Imposto de Renda.

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Dólar recua, bolsa cai e petróleo dispara com tensão no Oriente Médio

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O dólar fechou em leve queda frente ao real, enquanto a bolsa caiu quase 1% e o petróleo avançou mais de 5% nesta quarta-feira (8), num dia marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A alta do petróleo ajudou a limitar as perdas da moeda brasileira, mas o ambiente de maior aversão ao risco pressionou a Bolsa.

Principais números:

  • Dólar: -0,09%, a R$ 5,148
  • Ibovespa: -0,79%, aos 170.653 pontos
  • Petróleo Brent: +5,20%, a US$ 78,02 o barril
  • Petróleo WTI: +4,37%, a US$ 73,52 o barril

Câmbio

Após alternar entre altas e baixas pela manhã, o dólar perdeu força ao longo da sessão e encerrou o dia cotado a R$ 5,148, em queda de 0,09%. A moeda abriu na máxima do dia, a R$ 5,184, caiu para R$ 5,137 por volta das 10h10 e oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,16 ao longo da quarta-feira.

O movimento ocorreu apesar do fortalecimento do dólar diante de outras moedas emergentes. O real voltou a apresentar desempenho relativamente melhor, favorecido pela valorização do petróleo, já que o Brasil é exportador líquido da commodity (bem primário no mercado internacional). A alta dos preços melhora a perspectiva para as contas externas do país e ajuda a reduzir a pressão sobre o câmbio.

No exterior, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o Banco Central estadunidense) reforçou a preocupação do órgão com a inflação e manteve as incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, sustentando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Tradicionalmente, juros altos nas Treasuries pressionam o dólar para cima. No entanto, a alta do petróleo ajudou a conter a pressão aqui no Brasil.

Bolsa

O Ibovespa caiu 0,79% e encerrou o pregão aos 170.653 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

A escalada das tensões no Oriente Médio e a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos reduziram o apetite por ativos de maior risco.

As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, encontraram suporte na valorização do petróleo, mas o desempenho não foi suficiente para impedir a queda do principal índice da B3.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em forte alta, atingindo os maiores níveis desde 22 de junho.

O Brent, referência global, avançou 5,20%, para US$ 78,02 o barril. O do tipo WTI, do Texas, subiu 4,37%, para US$ 73,52 o barril.

Os preços reagiram ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa da produção mundial de petróleo.

O temor de interrupções na oferta voltou a elevar o prêmio de risco do combustível, mantendo o mercado atento aos desdobramentos do conflito.

*Com informações da Reuters



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