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Operações miram “gateiros” para desarticular cadeia do furto de energia em Mato Grosso

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Ação conjunta entre a Energisa e forças de segurança atinge a base de quem executa a fraude e interrompe diversas ligações clandestinas de uma só vez

A Operação Energia Limpa, realizada pela Energisa Mato Grosso em conjunto com as forças de segurança do estado, já resultou em 70 prisões desde janeiro por envolvimento com furto de energia elétrica. Desse total, sete são de “gateiros”, como são conhecidos os responsáveis por executar tecnicamente as ligações clandestinas.

Um caso recente em Cuiabá ilustra essa dinâmica: um gateiro foi preso em flagrante enquanto realizava a fraude em um restaurante japonês, evidenciando que esse tipo de fraude também alcança estabelecimentos comerciais, mineradoras, residências etc.

O impacto dessas prisões vai além de um único flagrante. A cada gateiro preso, diversas ligações clandestinas deixam de existir, já que atuavam instalando fraudes para vários consumidores ao mesmo tempo.

As operações semanais, que já vem sendo realizadas nos últimos anos em Mato Grosso, tem como foco desarticular toda a cadeia do furto de energia: quem executa a fraude e quem se beneficia dela. Essa estratégia tem se mostrado eficaz para reduzir a reincidência e dificultar novas irregularidades.

“Quando a gente identifica e prende um gateiro, não estamos falando de uma única fraude. Estamos falando de várias irregularidades que deixam de acontecer ao mesmo tempo. Isso traz impacto direto na segurança da rede e na qualidade da energia para quem paga corretamente pela conta de luz”, afirma Luciano Lima, gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso.

As ligações clandestinas sobrecarregam a rede elétrica, aumentam os riscos de curto-circuito, incêndios e acidentes graves, além de contribuírem diretamente para quedas e oscilações no fornecimento de energia.

A Operação Energia Limpa atua com inteligência e trabalho integrado entre concessionária e forças de segurança, cruzando informações técnicas e denúncias para localizar pontos de fraude e os responsáveis pelas ligações clandestinas. O furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão.

A população pode denunciar de forma anônima pelo 190, 181 ou pelos canais oficiais da concessionária de energia.

WhatsApp (Gisa): (65) 99999-7974
Aplicativo Energisa On
Site: energisa.com.br
Call Center: 0800 646 4196



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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