Polícia
Polícia Militar aumenta prisões por mandados e por tráfico de drogas em Mato Grosso em 2026
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A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 20% o número de prisões por mandados judiciais, no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. Também nos três primeiros meses deste ano, a PM aumentou em 13% o número de criminosos presos por tráfico de drogas, em todo o Estado.
Os dados são da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar (Spoe-PMMT) e abrangem números relacionados aos meses entre janeiro e março.
Neste ano, a PM realizou a prisão de 883 pessoas com mandados judiciais em aberto, número maior que as 736 prisões realizadas, em 2025. Este número reflete à prisões de pessoas que já estavam foragidas da Justiça, com condenações julgadas, e também de detenções em flagrante de criminosos com mandados de prisões preventivas.
No crime de tráfico ilícito de drogas, a Polícia Militar prendeu 1.096 suspeitos, entre janeiro e março de 2026. No mesmo período do ano passado, 970 criminosos haviam sido detidos pelas equipes militares. Entre as apreensões de entorpecentes, a PM já retirou de circulação mais de 3,3 toneladas de drogas neste ano.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, avalia o aumento das prisões como resultado do trabalho de patrulhamento intensivo das equipes policiais, em todo o Estado, sendo uma das ferramentas do Programa Tolerância Zero.
“Isso mostra a força e o comprometimento das nossas equipes policiais, que estão nas ruas, fazendo o trabalho de patrulhamento, abordagens e barreiras, atendendo a todos os tipos de denúncias da população. Isso é tolerância zero ao crime, é mostrar que temos equipamentos, veículos e armamentos modernos, que fazem enfrentamento ao crime e trazem esse retorno com a sensação de segurança para toda a população, em todos os municípios do nosso Estado”, destaca o coronel Fernando.
Fonte: PM MT – MT
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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