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Programa de Tempo Ampliado atende mais de 2,5 mil alunos em 42 escolas

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A prefeita Flávia Moretti, ao lado da secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, participou da aula inaugural do Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA) 2026. O evento foi realizado na quarta-feira (8), na EMEB Mercedes de Paula Soda, no Jardim Glória I.

Criado há dez anos, o programa tem como objetivo melhorar a aprendizagem e ampliar, com qualidade, o tempo de permanência dos estudantes na escola. A iniciativa atende alunos do Ensino Fundamental, do 4º ao 9º ano, com oficinas e atividades voltadas ao desenvolvimento acadêmico, social, cultural e humano.

“Mais do que ampliar a jornada escolar, o ETA propõe uma reorganização dos tempos, espaços e práticas pedagógicas, promovendo experiências significativas dentro da escola”, destacou a prefeita.

Flávia Moretti também afirmou que a educação de Várzea Grande vive um novo momento, com investimentos na estrutura das unidades escolares e na ampliação do número de vagas no programa.

Segundo a secretária Maria Fernanda Figueiredo, em 2026 o ETA está presente em 42 escolas da rede municipal, atendendo 2.520 estudantes. Para garantir o funcionamento das atividades, o programa conta com 42 professores articuladores, além de 166 professores e monitores, e equipes de apoio nas áreas de infraestrutura, higienização e nutrição escolar, totalizando 293 profissionais.

A rotina inclui momentos de acolhimento, alimentação, higienização e oficinas diversificadas. Entre as atividades oferecidas estão Língua Portuguesa, Matemática, Esportes, Música, Dança, Teatro, Manuseio da Terra, Artesanato e Informática, ampliando as oportunidades de aprendizado e incentivando talentos.

Além de contribuir para o desempenho escolar, o programa fortalece a relação entre escola, família e comunidade, consolidando a educação como instrumento de transformação social. A proposta também garante um ambiente mais acolhedor e seguro, favorecendo o convívio, a autoestima e a construção de projetos de vida.

“Com mais um ano do ETA, reafirmamos o compromisso com uma educação pública mais humana, inclusiva e transformadora. É a educação ganhando mais tempo, sentido e possibilidades para impactar o futuro dos estudantes”, finalizou a secretária.

Participaram ainda dá aula inaugural a diretora da EMEB Mercedes de Paula Soda, professora Marinete Barros; a diretora Selcilene Gonçalves, da EMEB Gonçalo Domingos de Campos (CAIC), primeira unidade a receber o programa; e a vereadora Rose Prado, que coordenou o ETA entre 2016 e 2020.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço

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O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.


Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER
Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER

Plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço. Foto: CECOMSAER

O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.

Plataforma brasileira

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.

Teste de recuperação

O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.

Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.



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