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MPMT celebra força feminina em talk show sobre liderança e autocuidado

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Entre flores, histórias e vozes que ecoam, o Ministério Público de Mato Grosso celebrou, na última sexta-feira (27), a força do feminino, das mulheres que constroem, transformam e sustentam a instituição. Nesse ambiente de afeto e reflexão, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena promoveu o talk show “A Força do Feminino: posicionamento que inspira, transforma e constrói”, um encontro que reuniu inspiração, protagonismo e sensibilidade para marcar o Mês da Mulher.A promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, coordenadora do Vida Plena, reforçou que o evento celebra não só a data, mas também o reconhecimento da presença feminina no Ministério Público. “Quem cuida também precisa ser cuidada. Hoje, ao trazer temas como posicionamento, comunicação estratégica, imagem e autocuidado, fazemos um convite para que cada mulher se reconheça, se fortaleça e ocupe os espaços que são seus por direito.” Ela agradeceu às equipes envolvidas, parceiras e instituições que tornaram o encontro possível.Conduzido pela promotora de Justiça Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, o show de entrevistas ressaltou o impacto transformador das mulheres na instituição e a importância da sororidade para o avanço coletivo. A integrante do MPMT agradeceu o convite para mediar o debate. “Se eu estou aqui hoje é porque tenho amigas na cúpula do Ministério Público que puxam outras mulheres. Onde elas estão, elas puxam as demais, e é isso que nós precisamos aprender: mulheres que inspiram, acolhem e transformam”, afirmou. As discussões reuniram profissionais de comunicação e saúde que trouxeram reflexões sobre a construção da identidade feminina e os desafios que permeiam sua presença nos espaços públicos. As jornalistas Luzimar Colares e Camilla Della Valle, e a dermatologista Natacha Crepaldi compartilharam vivências, perspectivas e caminhos possíveis para a construção de ambientes mais humanos, acolhedores e colaborativos.Luzimar Colares analisou a comunicação feminina sob um viés histórico, lembrando que gerações de mulheres foram ensinadas a silenciar e a evitar confrontos, comportamentos que ainda ecoam no presente. Para ela, mulheres em posições de destaque têm responsabilidade de inspirar e encorajar outras a falar e ocupar espaços de autoridade. “Quando a mulher se cala, ela deixa de contribuir. Nosso papel, de quem já conquistou espaço, é inspirar outras mulheres a falarem, opinarem e colocarem autoridade na própria voz, porque só assim construiremos uma sociedade mais igualitária e menos violenta”, defendeu.Camilla Della Valle destacou o poder da imagem como linguagem que comunica valores, autoestima e postura profissional, defendendo que aparência não é vaidade, mas expressão. Ela reforçou que a forma como cada pessoa se apresenta pode abrir portas, fortalecer a confiança e inspirar outras mulheres. “A imagem não é vaidade, é uma linguagem que reflete nossos valores e nossa autoestima. Vale a pena se apresentar na sua melhor versão, não para competir com outras mulheres, mas para celebrar quem você é e inspirar aquelas que ainda não encontraram sua própria voz”, garantiu.A dermatologista Natacha Crepaldi compartilhou sua trajetória até se consolidar como médica e empreendedora, destacando que autocuidado, saúde e equilíbrio são pilares fundamentais em meio às múltiplas demandas enfrentadas pelas mulheres. Ela defendeu que priorizar o próprio corpo e a própria identidade é um ato de responsabilidade, não de vaidade. “O corpo é uma responsabilidade nossa. Quando temos clareza de quem somos, conseguimos dizer não ao que nos desequilibra e manter uma conexão saudável com o espelho, porque autocuidado não é vaidade, é compromisso com a nossa saúde, com a nossa identidade e com quem depende do nosso melhor”, argumentou.Abertura – Ao dar as boas-vindas às mulheres presentes no auditório na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá e às que acompanhavam o evento virtualmente pelo Microsoft Teams, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa destacou a força transformadora das mulheres na sociedade e no MPMT. “Celebrar a mulher é, antes de tudo, reconhecer uma trajetória marcada por coragem, resiliência e conquistas. Cada mulher carrega uma história única, feita de desafios superados, batalhas silenciosas e vitórias nem sempre visíveis, mas profundamente sentidas. Ser mulher é transformar realidades, liderar com sensibilidade, decidir com inteligência e avançar mesmo quando o caminho parece incerto”, afirmou. A promotora de Justiça Laís Liane Resende, diretora de Mulheres da A Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), foi escolhida pelo presidente da entidade para falar às mulheres. “Nós, mulheres, precisamos ocupar esses espaços, mesmo com frio na barriga. A nossa voz importa, a nossa presença transforma, e não podemos mais deixar que a síndrome da impostora nos impeça de estar onde devemos estar”, enfatizou. O vice-diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP), José Mariano de Almeida Neto, destacou a simbologia da flor. “Para a Fundação Escola, é uma honra estar aqui como parceira deste evento. Gostei muito da simbologia da flor. Nosso palco está repleto delas, e a flor representa perfeitamente as nossas mulheres, porque simboliza, ao mesmo tempo, leveza e força. Vejo também várias ‘flores’ na plateia, mulheres que são protagonistas na vida pessoal e profissional e que honram o MPMT”, considerou. Programação – Além do talk show sobre a força do feminino, a programação da tarde festiva contou com diversas homenagens às mulheres. A promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello recitou o poema “A Dança da Vida Inteira”, escrito especialmente para a ocasião pela promotora de Justiça Gileade Maia (leia na íntegra aqui). O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, também subiu ao palco para prestar sua homenagem.Paulo Prado relembrou a influência marcante das mulheres em sua trajetória pessoal e profissional e compartilhou experiências ao longo da carreira que reforçaram sua admiração pela resistência feminina. Segundo ele, mesmo diante de adversidades, as mulheres que encontrou demonstravam solidariedade, esperança e uma capacidade única de humanizar situações extremas. Essas vivências, afirmou, consolidaram sua convicção de que o olhar feminino, mesmo nos contextos mais difíceis, representa força, sensibilidade e um profundo compromisso com a dignidade humana.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, e o promotor de Justiça coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, Caio Márcio Loureiro, conduziram uma homenagem especial a seis integrantes da instituição. Ao anunciar as homenageadas, destacaram que celebrar essas mulheres significa reconhecer trajetórias marcadas por compromisso, competência e impacto social. A dupla também enfatizou a importância de valorizar o legado, a liderança e a contribuição individual de cada uma delas, que, ao longo dos anos, têm fortalecido a atuação do Ministério Público e ampliado sua presença junto à sociedade. Foram homenageadas as procuradoras de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela e Josane Fátima de Carvalho Guariente, e as promotoras de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes, Lindinalva Correia Rodrigues, Luciana Rocha Abrão David e Patrícia Eleutério Campos Dower. No encerramento, a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, consignou que o evento não se limitou a homenagens, mas abriu espaço para reflexões profundas sobre identidade, confiança e presença feminina dentro da instituição. “Saio daqui convencida de que, quando uma mulher fortalece a sua voz, toda a sociedade é ouvida com mais clareza e sensibilidade. A presença comunica, a fala delimita e o autocuidado sustenta. E é essa base que nos permite construir uma liderança autêntica, segura e capaz de transformar o Ministério Público e a comunidade a quem servimos”, destacou, reafirmando o compromisso do MPMT com a valorização e a equidade de gênero.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência

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O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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