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Evento “Plante Água” mobiliza estudantes em ação de educação ambiental no Complexo do Porto

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Cerca de 120 estudantes da rede municipal participaram, nesta sexta-feira (20), do evento “Plante Água”, realizado no Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá. A iniciativa, que antecipa as ações do Dia Mundial da Água (22 de março), reuniu poder público e iniciativa privada em uma programação voltada à conscientização sobre o uso sustentável dos recursos hídricos.

Promovido pela Prefeitura de Cuiabá, com participação das secretarias municipais de Educação, Cultura, Esporte e Lazer; Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano, e da concessionária Águas Cuiabá, o projeto marca o início de uma série de atividades que devem alcançar, ao longo do ano, os cerca de 60 mil alunos da rede municipal.

Segundo o diretor geral de Redes da Educação, Paulo Pereira Epifânio, o foco principal é formar cidadãos mais conscientes desde a infância. “A grande importância é a conscientização sobre o uso sustentável da água. Precisamos ensinar desde cedo que ela não é um recurso inesgotável. Se a criança aprende isso agora, ela leva esse conhecimento para casa e se torna um agente multiplicador”, destacou.

O evento também reforçou a identidade de Cuiabá como uma cidade marcada pela presença de rios e córregos. Para o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Botura Portocarrero, a ação é estratégica para preservar esse patrimônio natural. “Temos o Rio Cuiabá, o Coxipó e diversos córregos urbanos. Nossa missão é preservar esse legado e passá-lo para as crianças, que serão responsáveis por cuidar dele no futuro”, afirmou.

A programação contou ainda com um elemento cultural para ampliar o alcance da mensagem ambiental. Em celebração à data, o maestro e professor Fernando Reis, da Secretaria de Educação e líder da Banda Rasqueia, apresentou a música inédita “Plante Água”, utilizando a linguagem artística como ferramenta de conscientização. “Para manter a cultura viva, precisamos preservar a natureza. Se acabarmos com as árvores, vamos desagradar também o nosso Rio Cuiabá. Está tudo interligado”, ressaltou.

Além das atividades educativas, o projeto busca mostrar, na prática, como a preservação ambiental está diretamente ligada à qualidade de vida. A gerente de Educação Ambiental da Secretaria de Planejamento, Zilda Helena da Silva, explicou que o conceito de “plantar água” está relacionado à arborização urbana. “Quando plantamos árvores, ajudamos a infiltrar a água da chuva no solo, reduzimos o calor e protegemos os lençóis freáticos. A árvore funciona como um regulador térmico natural e contribui para o ciclo das chuvas”, ressaltou.

No Complexo Biocultural do Porto, a proposta é transformar o espaço em um polo permanente de vivência ambiental. De acordo com a coordenadora pedagógica Luana da Cruz Burema, o objetivo é integrar teoria e prática. “Queremos que o aluno aprenda em sala e vivencie aqui. Este evento é o pontapé inicial dessa proposta de educação ambiental contínua”, explicou.

A parceria com a Águas Cuiabá ampliou as experiências oferecidas aos estudantes, incluindo atividades interativas sobre tratamento e qualidade da água. “É uma oportunidade de aproximar a população do processo e fortalecer a conscientização. Quando as pessoas entendem como a água chega até elas, passam a valorizar mais esse recurso”, afirmou a coordenadora de Qualidade e Meio Ambiente da empresa, Juliane Carvalho de Arruda.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, a iniciativa também reforça o compromisso da cidade com a sustentabilidade. “É um trabalho essencial de divulgação e conscientização sobre os princípios da sustentabilidade e preservação. Além de movimentar o setor, o evento promove valores positivos, unindo educação e cuidado com nossos recursos”, destacou.

Entre os alunos, o aprendizado foi assimilado de forma prática e direta. A estudante Sarai Máximo Carrasco, de 9 anos, resumiu a principal lição do dia: “Eu não posso jogar lixo na água e tenho que cuidar da água e das plantas também”. Já o estudante Thiago Henrique Miranda Paniago, de 10 anos, destacou a importância do recurso para a vida. “Sem água, a gente não estaria aqui. Precisamos evitar o desperdício no dia a dia”, disse.

Para educadores, a experiência fora da sala de aula amplia o impacto do conteúdo trabalhado. O diretor escolar Leandro Barbosa da Silva avaliou positivamente a iniciativa. “Trazer a criança para essa vivência amplia a conscientização. É um aprendizado que eles levam para a vida e replicam em casa e na comunidade”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

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A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, esteve na Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre a ação realizada em áreas públicas e de preservação permanente no município. O convite para que a gestora fosse ao Legislativo partiu do vereador Demilson Nogueira, que solicitou explicações sobre a operação e a situação das famílias que vivem na região.

Durante a fala na tribuna, Juliana foi solícita aos questionamentos dos vereadores e reforçou que a Prefeitura não realizou a desocupação de casas onde havia moradores. Segundo ela, a ação teve como foco a demolição de estruturas irregulares que estavam desabitadas, com o objetivo de impedir a ampliação das ocupações em áreas públicas consideradas ambientalmente sensíveis e com risco à população.

“É importante deixar claro que não houve desocupação de casas com moradores. O que foi realizado foi a demolição de estruturas que não estavam habitadas, justamente para impedir que novas ocupações irregulares avançassem sobre uma área pública, de preservação permanente e que apresenta situação de risco”, explicou Juliana.

A secretária também destacou que a atuação do Município ocorre dentro de um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Em dezembro de 2025, a 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural determinou a adoção de medidas para assegurar a desocupação das áreas públicas invadidas e a proteção ambiental da região.

A situação também passou a ser tratada pelo Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), responsável por coordenar ações em casos de maior complexidade. O comitê reúne diferentes áreas da administração para avaliar as medidas necessárias, incluindo aspectos ambientais, urbanísticos e sociais.

A Defesa Civil realizou vistoria no local e classificou a área como de grau de risco alto, considerando a presença de cursos d’água e nascentes, histórico de alagamentos, vulnerabilidade hidrológica e processos erosivos.

Juliana reforçou ainda que a Prefeitura adotou medidas para identificar a realidade das pessoas que vivem na região. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para realizar levantamento socioeconômico dos ocupantes, garantindo que eventuais famílias em situação de vulnerabilidade sejam direcionadas para atendimento pelas políticas públicas municipais.

“A orientação da gestão é que nenhuma família em situação de vulnerabilidade fique sem atendimento. A Prefeitura vai fazer o acolhimento e encaminhamento necessário pela área social. Ao mesmo tempo, precisamos cumprir nossa responsabilidade de proteger o patrimônio público, preservar as áreas ambientais e evitar que novas construções irregulares sejam feitas em locais de risco”, afirmou a secretária.

A Prefeitura também informou ao Ministério Público que ações anteriores já haviam resultado na demolição de edificações não ocupadas e no corte de ligações clandestinas de água e energia. A documentação registra ainda a reincidência de invasões e a retomada de construções após as intervenções, o que levou o Município a buscar uma atuação integrada por meio do CIGDAP.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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