Mato Grosso
Prevenção à violência mobiliza 600 estudantes do Sesi Escola
Mato Grosso
Com o tema “Violência nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar”, mais um ciclo de conversas foi concluído com estudantes do Sesi Escola de Várzea Grande. Entre as manhãs de quarta e quinta-feira (18 e 19/03), alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio participaram de dinâmicas promovidas pelo Espaço Caliandra, núcleo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) especializado no enfrentamento à violência doméstica.As atividades integram o termo de cooperação técnica firmado entre o MPMT e a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) para a execução do projeto “Diálogos com a Sociedade”, em 2026. A iniciativa contempla um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica.Na abertura das atividades, a promotora de Justiça, Claire Vogel Dutra, destacou a parceria entre o Ministério Público, a Fiemt e o Sesi Escola. “Neste mês de março, estamos com um espaço no Shopping Pantanal, oferecendo atendimento, oficinas e diversas atividades. Hoje, estamos aqui com o projeto FloreSer para conversar com vocês, de forma leve, por meio de dinâmicas e exemplos práticos. O objetivo é ajudar a reconhecer, desde o início dos relacionamentos, comportamentos abusivos e, ao mesmo tempo, promover a mudança dessas condutas.”A estudante Isadora, do 3º ano, falou da importância da atividade. ‘Hoje tivemos uma palestra sobre a conscientização da violência contra a mulher. Achei muito importante, principalmente porque, às vezes, passamos por essas situações e não percebemos que estamos no lugar da vítima. Isso pode acontecer até em amizades. Eles mostraram que, muitas vezes, uma simples brincadeira ou comentário pode ser algo muito mais sério do que a gente imagina. Esse debate é importante não só para nós, mulheres, mas também para os homens”, disse.A diretora do Sesi Escola de Várzea Grande, Pollyana Coelho, agradeceu a parceria do Ministério Público pelo compromisso com a educação e a proteção das mulheres. “É um tema extremamente relevante, que precisa ser debatido no ambiente escolar. Já foi possível perceber o interesse e o envolvimento dos alunos, que participaram ativamente, fizeram perguntas e refletiram sobre respeito, empatia e relações saudáveis. Esse tipo de ação contribui diretamente para a conscientização e a prevenção, formando jovens mais atentos e responsáveis”, declarou.A diretora do Sesi Escola de Várzea Grande, Pollyana Coelho, agradeceu a parceria do Ministério Público pelo compromisso com a educação e proteção das mulheres. “Um tema extremamente relevante e necessário ser debatido no ambiente escolar. Já foi possível perceber o interesse e o desenvolvimento dos alunos que participaram ativamente, fizeram perguntas e refletiram sobre respeito, empatia, e relações saudáveis. Esse tipo de ação contribui diretamente para conscientização e prevenção, formando jovens de mais atentos e responsáveis”, declarou.Impacto e conscientização – Em dois dias de evento, 310 estudantes da unidade de Várzea Grande pausaram a rotina escolar para participar das dinâmicas conduzidas pelas profissionais do Espaço Caliandra: Itana Lua (assistente social), Vastir Maciel (psicóloga), Barbara Biguinatti (voluntária de assistência social), Rosimar Caetano (oficial de gabinete) e Maisa Magda Fernandes (assistente ministerial).A ação integra o projeto FloreSer, que foca na prevenção da violência contra a mulher e na identificação de relacionamentos abusivos entre o público juvenil de escolas públicas e particulares. “O objetivo é capacitar os jovens para que identifiquem sinais de abuso, muitas vezes disfarçados de cuidado, como controle excessivo e ciúmes”, destaca a equipe técnica do Espaço Caliandra.Balanço das ações – Somando a etapa realizada na semana passada na unidade do Sesi Escola de Cuiabá, que alcançou 292 alunos, a iniciativa impactou 602 estudantes na região metropolitana. Os encontros abordam temas essenciais, como masculinidades tóxicas; tipos de violência (psicológica, física, moral, patrimonial e sexual); e sinais de alerta em namoros adolescentes, entre outros.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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