Polícia
Polícia Civil prende homem suspeito de matar companheira atropelada em Vila Bela da Santíssima Trindade
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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (12.3), um homem de 33 anos, suspeito de feminicídio da companheira em Vila Bela da Santíssima Trindade.
O crime ocorreu por volta das 17h30 desta quinta-feira (12.3), na zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade. A vítima foi identificada como Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morta por atropelamento. Ela foi socorrida com vida, mas não resistiu e morreu no Hospital Municipal.
Assim que foi comunicada da morte, a equipe policial iniciou as investigações, que resultaram na prisão do suspeito cerca de quatro horas após o crime.
A investigação apontou que o suspeito teria atropelado mais de uma vez a vítima e, em seguida, fugiu do local. Em depoimento, ele alegou que teria causado o atropelamento de forma acidental.
Mas o delegado Uendel Jesus, responsável pelas investigações, afirmou que, pelas circunstâncias dos fatos e elementos comprobatórios reunidos, ficou evidenciada a conduta criminosa do suspeito, configurando o fato como feminicídio.
Uendel Jesus também destacou que a ação rápida dos policiais civis foi preponderante para a prisão do suspeito. “O olhar policial da nossa equipe foi fundamental para que obtivéssemos êxito, em pouco tempo, na prisão desse suspeito”, disse.
O homem deverá responder pelo crime de feminicídio, previsto no artigo 121-A do Código Penal, que tem uma pena de até 40 anos de prisão. As investigações prosseguem para determinar a motivação do crime.
MT tem 100% de resolução dos crimes de feminicídios
Todos os casos de feminicídios no Estado foram esclarecidos, com autores presos e entregues à Justiça. Segundo um relatório divulgado no início deste mês de março, de um total de 53 feminicídios registrados 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso investigou 56 autores, ou seja, em alguns casos as investigações apontaram que o crime foi cometido por mais de uma pessoa.
Dos 56 investigados, 47 estão presos, o que representa 84% de prisões; sete morreram, sendo cinco por suicídio; um está foragido, com mandado de prisão expedido; e um ainda está sob investigação pela morte de uma mulher trans em Nova Mutum.
Conforme o relatório, os números reforçam a resposta do Estado à tipificação dos crimes e rigor na apuração dos casos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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