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Prefeitura busca prazo para demolição controlada de casarão histórico
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A Prefeitura de Cuiabá está buscando meios para atender às exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quanto à demolição do casarão histórico localizado aos fundos do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc). A estrutura, que já abrigou a primeira gráfica da capital, a Gráfica Pepe, apresenta sérios riscos de desabamento em parte de sua construção e deverá passar por demolição parcial. A ação será realizada de forma conjunta pela Defesa Civil, pelo Iphan e pela Secretaria Municipal de Obras Públicas, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública.
Diante da complexidade do caso, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), solicitou na tarde desta quinta-feira (12), junto à Vara Especializada de Meio Ambiente, a dilação do prazo estabelecido pelo juízo. Na última quarta-feira (11), o Ministério Público do Estado (MPE), por meio de petição incidental dentro da Ação Civil Pública que trata da questão do imóvel, pediu urgência ao Judiciário, que determinou prazo de 24 horas para o início dos trabalhos de isolamento da área e da demolição controlada.
A procuradora municipal Dra. Patrícia Cavalcanti Albuquerque, acompanhada do secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Botura Portocarrero, conduziu as tratativas sobre a ampliação do prazo. O diretor técnico do Centro Histórico da pasta, Josino Moura Bisneto, também participou da reunião.
O juiz da Vara, Dr. Emerson Luiz Pereira Cajango, foi informado sobre as medidas emergenciais que estão sendo adotadas e demonstrou boa receptividade à solicitação. No que se refere às ações de segurança, elas já haviam sido implementadas antes mesmo do agravamento da situação provocado pelas últimas chuvas, em consonância com a decisão posteriormente proferida pelo MPE.
As secretarias envolvidas concentram esforços para atender às recomendações e orientações do Iphan, órgão responsável pela preservação do patrimônio cultural, considerando que o imóvel está localizado em área de interesse histórico. Estuda-se a forma mais adequada para o desmonte controlado das paredes remanescentes, que, conforme orientação do instituto, deverá ocorrer de maneira parcial, mesmo com a estrutura já comprometida pela degradação do tempo.
“É um imóvel que está em uma situação delicada. Todo cuidado é observado, pois qualquer intervenção, por mais minuciosa que seja, pode acarretar uma queda maior de tudo o que estamos tentando preservar”, ressaltou o secretário José Afonso Botura Portocarrero, arquiteto e urbanista.
Segundo ele, a estrutura apresenta interligações entre as paredes, o que exige cautela na retirada de partes comprometidas. “Há uma ligação de tijolos entre a parte que está para cair e os demais trechos do casarão. Se essa peça for retirada de forma inadequada, pode provocar o desabamento de toda a fachada. Por isso, a Secretaria de Obras, por meio do secretário Reginaldo Teixeira, está providenciando o equipamento necessário para a intervenção”.
Após entendimento conjunto entre representantes das secretarias envolvidas, chegou-se à conclusão de que há risco elevado em realizar intervenções manuais no local neste momento. A prioridade é definir um mecanismo seguro e tecnicamente adequado para derrubar a parede comprometida sem afetar o restante da edificação.
Além da relevância histórica do imóvel para o patrimônio cultural de Cuiabá, há ainda um impasse envolvendo herdeiros, conforme observou a superintendente do Iphan em Mato Grosso, Ana Joaquina da Cruz Oliveira. As ações que serão realizadas serão informadas à população por meio dos canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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