Saúde

Vereadores intermedeiam reunião entre Hospital Geral e Secretaria de Saúde

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Da Redação.
A fim de solucionar o impasse a cerca do pagamento do Índice de Valorização por Qualificação Profissional (IVQ), os vereadores Misael Galvão (PTB), Ricardo Saad (PSDB) e Luis Claudio (Progressistas) realizaram uma vídeo conferência com a diretora d Hospital Geral, Flávia Galindo, e com o secretário de saúde do município, Luis Antônio Possas.
A unidade filantrópica possui um crédito com o Executivo Municipal de aproximadamente R$ 1,3 milhão, referente ao atraso de mais de um ano no repasse do IVQ. 
O Hospital pleiteia a liberação desse recurso, tendo em vista que os gastos aumentaram com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). “Para nós, essa situação dificulta mais ainda a aquisição de equipamentos e materiais para a UTI. Estamos com mais de 100% de ocupação, pois tivemos que abrir novos leitos, e os gastos aumentaram durante esse período, pois precisamos adquirir os EPIs. A liberação desse recursos é essencial para nossa sobrevivência nesse período de  pandemia”, relatou a representante do Hospital Geral.
Saad lembrou que foi realizada uma reunião no início de abril deste ano para tratar sobre este mesmo assunto. Na oportunidade, ficou acordado que o pagamento desses passivos seria realizado de forma parcelada, sendo a primeira parcela com vencimento no próprio mês de abril.
Ate o momento, entretanto, o Poder Executivo não pagou nenhuma parcela. “Não estamos tratando deste assunto pela primeira vez. Todos os hospitais filantrópicos estão passando por essa mesma situação, e já houve um compromisso por parte do Executivo que não foi cumprido. Precisamos encontrar uma saída para isso, pois com a pandemia, as necessidades dos hospitais aumentaram e conseqüentemente os gastos”, pontuou o tucano.
O secretário de saúde reconhece que houve um acordo para efetivação do pagamento, que deve ser feito com recursos da fonte 100 do município, mas afirma que o surto do novo Coronavírus atrapalhou os planos.
“Essa questão está no meu radar há muito tempo. Estamos tentado buscar meios para equacionar esse débito do IVQ. Havia um planejamento sim, mas veio a pandemia. Se não fosse isso, estaríamos pagando a segunda parcela já. Estamos aguardando o socorro do Governo Federal para ver se conseguimos liquidar isso”, pontuou o secretário.
O presidente da Casa de Leis, vereador Misael Galvão (PTB), afirma que irá aguardar o repasse da União, e irá marcar uma reunião com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para tratar do assunto. 
“Vamos marcar uma reunião com o prefeito na próxima semana, para tratarmos deste assunto, já que os recursos tem que ser tirados da fonte 100”, completou.
O encontro será intermediado pelo líder do prefeito no Parlamento Municipal, vereador Luis Claudio. “Todos os repasses estão sendo realizados, o único problema é com relação ao IVQ. Essa é uma realidade que precisamos enfrentar. Vamos dar continuidade a este assunto na próxima semana com uma reunião com o prefeito, e também aguardar o socorro da União, que deve sair no início do próximo mês e que poderá ajudar nesta situação, finalizou.
Foto: Câmara CBA
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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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