Opinião

Depois dos 40, não é sobre emagrecer

Publicado em

Opinião


Março é o mês das mulheres. E talvez o maior ato de autonomia depois dos 40 não seja “perder peso” seja ganhar e preservar massa magra.

Porque músculo não é estética. É proteção metabólica, equilíbrio hormonal, saúde óssea e independência funcional.

 

O que acontece com o músculo feminino após os 40?

A partir dos 40 anos, e de forma mais acentuada na perimenopausa e menopausa, ocorre:

  • Redução de estrogênio
  • Maior resistência anabólica (o músculo responde menos ao estímulo)
  • Aumento de gordura visceral
  • Maior risco de sarcopenia
  • Redução da taxa metabólica basal

Estudos recentes em fisiologia do exercício e metabolismo demonstram que mulheres podem perder até 3–8% de massa muscular por década, se não houver estímulo adequado.

E isso impacta:

  • Sensibilidade à insulina
  • Densidade mineral óssea
  • Equilíbrio e prevenção de quedas
  • Saúde cardiovascular
  • Clareza mental

Músculo é um órgão metabólico. Não é opcional.

O que realmente funciona para ganhar massa magra após os 40?

A ciência é consistente em três pilares:

A – Treino de força estruturado

  • 2 a 4 sessões semanais
  • Progressão de carga
  • Estímulo de grandes grupamentos musculares
  • Volume adequado

Mulheres respondem muito bem ao treino resistido quando ele é progressivo e tecnicamente bem orientado.

B. Proteína adequada

Recomendação baseada em consenso recente para mulheres acima dos 40:

  • 1,2 a 1,6 g/kg/dia, podendo chegar a 2,0 g/kg em casos específicos.

Distribuição ao longo do dia é mais eficiente do que concentrar em uma única refeição.

C Sono e recuperação

Sem sono restaurador, não há síntese proteica eficiente.O eixo cortisol–insulina precisa estar equilibrado.

E a suplementação? Benefícios e riscos:

Aqui é onde a estratégia faz diferença.

Creatina:

Uma das substâncias mais estudadas na literatura científica.

Benefícios comprovados:

  • Aumento de força
  • Melhora de desempenho em treino resistido
  • Auxílio na preservação de massa magra
  • Possível benefício cognitivo

Segura para mulheres saudáveis, quando orientada e monitorada.

Whey Protein ou proteína isolada

Indicado quando a ingestão alimentar não atinge meta proteica.

Importante:

  • Avaliar função renal
  • Escolher produtos de qualidade
  • Individualizar dose

 

Vitamina D

Essencial para saúde muscular e óssea, principalmente em mulheres na menopausa.

⚠️ O que exige cautela ou é contraindicado?

 

  • Uso indiscriminado de “pré-treinos” estimulantes
  • Termogênicos com múltiplos estimulantes
  • Hormônios anabolizantes sem indicação médica
  • Moduladores hormonais manipulados sem base clínica
  • Dietas extremamente restritivas com déficit proteico

O maior risco não está na suplementação correta.Está no improviso.

O que você deve fazer agora?

  1. Avaliar composição corporal (não apenas peso).
  2. Checar perfil metabólico.
  3. Ajustar ingestão proteica.
  4. Estruturar treino progressivo.
  5. Individualizar suplementação.

Cada mulher tem:

  • Um perfil hormonal
  • Um padrão intestinal
  • Uma resposta inflamatória
  • Um nível de resistência insulínica
  • Um histórico metabólico

E isso muda tudo.

A filosofia é :

Não tratar o músculo como estética. Tratar como ferramenta de longevidade.

Depois dos 40, o objetivo não é caber em uma roupa.É preservar autonomia aos 70.

Neste mês das mulheres, a pergunta não é: “Quanto eu peso?”

A pergunta é: “Quanta força eu estou construindo para o meu futuro?”

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista | Luminae – Excelência em SaúdeMétodo ROTINA | Longevidade com estratégia



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

O Brasil precisa ser maior que suas diferenças políticas

Publicados

em


O resultado das eleições presidenciais de 2026 vai muito além da escolha de quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Ele nos convida a refletir sobre o Brasil que estamos construindo e, principalmente, sobre a forma como temos lidado com nossas diferenças.

Mais uma vez, o processo eleitoral evidenciou divergências políticas e ideológicas que atravessam famílias, amizades e relações sociais. O que deveria ser uma expressão legítima da democracia, muitas vezes, transforma-se em motivo de conflitos, julgamentos e intolerância.

É preocupante perceber como o posicionamento político passou a ser utilizado, em determinadas situações, como medida para avaliar o caráter, a inteligência e até a dignidade das pessoas.

Mas desde quando pensar diferente significa ser inimigo?

A democracia existe justamente porque somos diferentes. Porque temos histórias, experiências, necessidades e visões distintas sobre o futuro do país. E nenhuma dessas diferenças deveria nos impedir de reconhecer a humanidade do outro.

O resultado das urnas define vencedores e derrotados em uma disputa eleitoral, mas não deveria dividir uma nação entre pessoas que merecem ou não respeito.

Independentemente das preferências políticas, continuamos sendo brasileiros que compartilham os mesmos desafios. A mãe que espera atendimento na saúde pública, o trabalhador que busca melhores condições de vida, o jovem que sonha com oportunidades e a família que luta diariamente para colocar comida na mesa não deveriam ser separados por escolhas partidárias.

Os problemas reais da população não desaparecem com o encerramento de uma eleição.

Por isso, o momento exige maturidade não apenas dos representantes eleitos, mas também de toda a sociedade.

Aos vencedores, cabe compreender que governar significa representar uma nação inteira, inclusive aqueles que não lhes confiaram o voto. Aos derrotados, permanece o direito legítimo de discordar, fiscalizar e exercer oposição, sempre dentro dos princípios democráticos.

Respeitar o resultado das urnas não significa abandonar convicções. Da mesma forma, defender uma opinião não exige desqualificar quem pensa diferente.

Precisamos recuperar algo que parece estar se perdendo em meio aos embates políticos: a capacidade de ouvir.

Ouvir sem atacar. Discordar sem ofender. Dialogar sem transformar cada conversa em uma disputa que precisa ter um vencedor.

Talvez a maior reconstrução de que o Brasil necessita não seja apenas econômica, política ou institucional, mas também humana.

Precisamos reconstruir a civilidade, fortalecer a empatia e compreender que nenhuma preferência partidária pode ser maior que o respeito ao próximo.

As eleições passam. Os governos mudam. Os mandatos terminam. Mas as relações humanas e os valores que sustentam uma sociedade precisam permanecer.

Que o resultado destas eleições não seja apenas mais um capítulo da polarização brasileira, mas uma oportunidade para refletirmos sobre o país que desejamos deixar às próximas gerações.

Porque pensar diferente é um direito. Respeitar as diferenças é um dever de convivência.

O Brasil não precisa de uma sociedade em que todos pensem igual. Precisa de cidadãos capazes de conviver, mesmo quando discordam.

Afinal, antes de sermos eleitores de qualquer candidato, somos seres humanos. E nenhuma disputa política deveria ser maior que a nossa humanidade.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA