Economia
AL aprova RGA de 5,4%; aumento será pago já em janeiro
Economia
Por unanimidade, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou o projeto do Executivo que prevê uma recomposição salarial de 5,40% aos servidores públicos do Estado. A folha de janeiro já deve ser paga com o reajuste salarial.
Inicialmente, o Governo encaminhou o índice de 4,26%, conforme cálculo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Todavia, diante da mobilização de servidores, deputados da base se reuniram com o Governo e chegaram a um consenso de ampliar o índice.
Na tarde de hoje, foi definido o índice de 5,4%. “Em sete anos do governo, pela primeira vez, fruto do trabalho da Assembleia Legislativa, junto com os nossos servidores, nós vamos ter uma reposição acima da inflação”, relatou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), um dos principais articuladores do novo índice.
Os sindicalistas também entenderam como uma “vitória provisória” um aumento acima da inflação. O desejo inicial era de negociações que chegassem ao índice de 19,52%, considerando perdas de anos em que o Estado enfrentou crise financeira e a pandemia da Covid19.
“Satisfeito a gente não está nunca. Mas houve um avanço, mesmo que mínimo, e temos que ter bom senso. A luta vai continuar e estamos na busca e outras soluções que sejam viáveis ao servidor”, afirmou Carmem Machado, presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso.
Com o consentimento dos servidores, os deputados de oposição descartaram pedir vistas e a proposta foi votada ainda nesta quarta.
Economia
Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil
As atividades relacionadas ao setor de minerais críticos e estratégicos (MCE) para o Brasil somaram 129.423 empregos, em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos da indústria extrativa mineral do país. 

Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.
Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado na última semana pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
As unidades da federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).
Além dos dados sobre empregos, o painel permite consultar informações sobre o perfil dos trabalhadores, remuneração média e as 21 substâncias relacionadas a essas atividades, entre elas, alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio.
A análise do mercado formal de trabalho da indústria extrativa mineral da plataforma foi realizada a partir dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Perfil dos trabalhadores
De acordo com os dados do portal, a participação masculina (100.765 empregos) equivale a 78% do total de empregos relacionados a minerais críticos e estratégicos (129.423). As mulheres ocupam os 22% restantes, 28.658 postos.
No gráfico de empregos, relacionados aos MCE, 51.714 são de mão de obra qualificada, o equivalente a 23% de todos os empregos.
Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, que representa 14%. Destes mais de 30 mil postos de trabalho, 19.060 são ocupados por homens e 11.647, por mulheres.
Quando considerados os empregos gerados por tipo de mineral, o extrativismo que mais emprega é do ferro (70.027 postos de trabalho). Seguido por metais preciosos que somam 21.313 empregos.
Remuneração
Em 2025, as remunerações médias dos trabalhadores de níveis de escolaridade fundamental, médio e superior foram respectivamente de R$ 3.218; R$ 4.142 e R$ 11.856.
Localidades
O portal também mostra a distribuição territorial dos municípios produtores com um mapa geoespacial.
Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em Parauapebas, são 8.234 trabalhadores (71,4% do gênero masculino e 28,6% do gênero feminino), sendo 1.851 com nível superior.
Em Nova Lima, dos 8.218 empregados (63,3% do gênero masculino e 36,7% do gênero feminino), 4.776 tem nível superior.
Em Congonhas, são 7.114 trabalhadores (73,2% do gênero masculino e 26,8% gênero feminino), sendo 1.234 trabalhadores com nível superior.
Produção
Para contribuir com a transparência e a divulgação de informações sobre o desempenho da mineração no país, o site apresenta informações de exploração, valor investido e produção e comércio exterior.
De acordo com os indicadores, em 2025 o país tinha 1.012 áreas em produção que resultaram em R$ 250,4 bilhões ao país.
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