Polícia Federal
Parceria com a Interpol coloca Brasil em posição de destaque no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado
Polícia Federal
Brasília/DF. O Ministério da Justiça e Segurança Pública firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Interpol. A iniciativa colocará o Brasil como protagonista no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas na América do Sul. O apoio operacional do programa será realizado pela Polícia Federal.
A base principal do programa será o Escritório Regional da Interpol, sediado em Buenos Aires. O Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, funcionará como um pólo complementar de atividades, com foco específico na segurança da região amazônica.
O Brasil será o principal financiador do projeto, mediante a viabilização da participação de agentes selecionados entre os quadros mais experientes da Polícia Federal e das forças policiais parceiras da região.
A cooperação entre as partes do programa permitirá o compartilhamento estratégico de informações e a realização de operações conjuntas, em tempo real, contra redes transnacionais do crime organizado.
Entre as prioridades da iniciativa está o mapeamento, o monitoramento e a análise contínua das rotas do tráfico de drogas e de atividades criminosas correlatas, especialmente aquelas que atravessam áreas de fronteira e a região amazônica, cuja complexidade territorial favorece a atuação de organizações criminosas transnacionais.
O modelo adotado tomará como referência a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenadas pela Polícia Federal no Brasil. O objetivo é ampliar esse modelo para uma escala regional, fortalecendo as capacidades de investigação, de inteligência e de atuação das forças de segurança sul-americanas.
A iniciativa marca um novo patamar de cooperação internacional liderada pelo Brasil e pela Interpol, reforçando o compromisso do país com a segurança no continente e com o combate efetivo às organizações criminosas que operam além das fronteiras nacionais.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal
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CPI da Saúde ouve Juliano Melo sobre pagamentos indenizatórios e contratos da SES
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, na tarde desta quarta-feira (28), o atual secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo. Durante o depoimento, o gestor respondeu a questionamentos sobre pagamentos indenizatórios, contratos com empresas investigadas na Operação Espelho, repasses ao Hospital Central e possíveis conflitos de interesses. A comissão investiga suspeitas de irregularidades em contratações e despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) entre 2019 e 2025.
Juliano Melo, que atuou como secretário adjunto e também ocupou interinamente o comando da pasta durante parte do período investigado, compareceu à CPI na condição de testemunha. Um dos principais questionamentos envolveu os cerca de R$ 1,9 bilhão em pagamentos indenizatórios registrados entre 2020 e 2024, conforme levantamento apresentado durante a oitiva. Essas despesas são realizadas sem cobertura contratual regular e motivaram cobranças de órgãos de controle.
O secretário justificou que parte dos pagamentos ocorre para garantir a continuidade dos atendimentos, especialmente em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e serviços de assistência domiciliar (home care). Segundo ele, essas despesas já apresentaram redução superior a 60% em 2026, resultado da mudança no modelo de gestão dos hospitais regionais e da regularização de contratos.
“Existe uma série de necessidades do paciente que são atendidas de forma indenizatória. Se não for assim, o paciente não é atendido”, afirmou. Juliano também informou que a SES negocia com o Ministério Público a prorrogação ou celebração de um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para concluir medidas de reorganização administrativa.
Outro ponto discutido foram os repasses de aproximadamente R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão do Hospital Central, antes do início dos atendimentos, em janeiro de 2026. Juliano explicou que cerca de R$ 95 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos e R$ 44 milhões às despesas de preparação da unidade, incluindo contratação e treinamento de profissionais.
A CPI também questionou a permanência de empresas relacionadas à Operação Espelho, investigação sobre suspeitas de fraudes em contratos e serviços de saúde. O secretário argumentou que a participação dessas empresas em novas contratações não pode ser impedida automaticamente, sem sanções administrativas ou judiciais que estabeleçam essa restrição.
Durante o depoimento, o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), apresentou ainda uma denúncia envolvendo a prestação de serviços privados pela esposa de Juliano Melo, engenheira de segurança do trabalho, a hospitais que recebem recursos públicos da SES, entre eles o Hospital de Nova Mutum. O parlamentar questionou a possibilidade de conflito de interesses ou favorecimento.
Juliano negou qualquer irregularidade e afirmou que a esposa atua de forma autônoma, sem contrato direto com a secretaria. “Zero possibilidade. Nenhum hospital sabe que ela é minha esposa. Nunca soube. Ela é autônoma, ultra especializada em um segmento muito específico”, declarou.
Relatório final – Ao avaliar a oitiva, Wilson Santos afirmou que parte das explicações foi satisfatória, mas que outras questões ainda precisam ser analisadas. “Várias respostas foram convincentes. Outras mantêm as dúvidas”, declarou. Ele ainda destacou que Juliano não foi o principal ordenador de despesas durante o período investigado.
Segundo o parlamentar, a comissão identificou situações em que contratações e pagamentos teriam prosseguido apesar de manifestações contrárias da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE/MT). As informações reunidas poderão fundamentar propostas de indiciamento de agentes públicos e empresários, a depender das conclusões do relator, deputado Beto Dois a Um (Pode).
A CPI está na fase final dos trabalhos e ainda poderá ouvir a secretária adjunta Ivone Rosset, responsável pela área financeira da SES. “A Ivone é a secretária adjunta financeira, cabia a ela fazer os pagamentos, os empenhos, o planejamento financeiro”, afirmou Wilson Santos.
A expectativa, conforme o parlamentar, é apresentar o relatório final até 15 de dezembro, com a análise dos documentos e depoimentos pelo relator.
Fonte: ALMT – MT
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