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Polícia Civil prende integrante de facção por tráfico de drogas em Colniza

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A Polícia Civil prendeu, nesse domingo (22.2), um homem, de 24 anos, apontado como membro de uma facção criminosa atuante em Mato Grosso, investigado por envolvimento com tráfico de drogas em Colniza.

As investigações tiveram início após a Polícia Civil receber denúncias relatando intensa e constante movimentação de pessoas conhecidas como usuárias de drogas, e também outras com antecedentes por tráfico, em uma casa no centro da cidade.

Diante da denúncia, uma mulher, de 23 anos, foi presa no local no dia 14 de fevereiro. Ela tem diversas passagens policiais por tráfico de entorpecentes e é apontada como integrante de uma facção criminosa.

Na casa, foram encontradas porções de cocaína e outros suspeitos, entre eles um com passagem por tráfico, que estava em liberdade há 15 dias, e outro com passagem por crimes graves, como feminicídio e latrocínio, além de também por tráfico.

Investigação

Após essa ação, foi instaurado um inquérito para apurar a autuação de todos os suspeitos que estavam na casa do dia da prisão da primeira suspeita.

Durante as apurações, foi identificada uma nova segunda casa, no bairro Verdan, em Colniza, utilizada para a prática de tráfico de drogas. No local, moravam dois homens, de 22 e 24 anos.

O mais novo foi preso em flagrante na sexta-feira (20), na Praça da Bíblia, após ser abordado e estar com seis embalagens com cocaína, uma com maconha e outra com resquícios de maconha. A prisão dele foi convertida em preventiva nesse domingo (22).

Nesse dia, o terceiro suspeito não tinha nada de ilícito em sua posse. Porém, as apurações apontavam que ele atuava em conjunto om os outros dois no comércio de entorpecentes.

Em continuidade das investigações, a equipe da Delegacia de Colniza observou intensa movimentação na casa do terceiro suspeito e que ele não exercia nenhuma atividade laboral. Após vê-lo saindo de uma casa abandonada no mesmo quintal que sua residência, os policiais o abordaram.

Com ele, foram localizadas três embalagens com pedras de crack, possivelmente destinadas a pronta-entrega de pedidos realizados por aplicativos de mensagens. Já dentro da casa, nada de ilícito foi encontrado.

Porém, como os policiais o haviam visto saindo da casa abandonada, a equipe entrou no imóvel, onde localizou um pote plástico com 15 embalagens com pedra de cor e odor característicos a crack.

Diante do flagrante, o homem foi preso e encaminhado para a Delegacia de Colniza. Os celulares dele foram apreendidos e, ainda na delegacia, o suspeito estava recebendo mensagens de pessoas negociando a compra de drogas.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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