Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação para apurar homicídios em Comodoro

Publicado em

Mato Grosso


A Polícia Civil deflagrou, na manhã dessa terça-feira (27.1), a Operação Game Over, para apurar uma tentativa de homicídio e um homicídio consumado, ambos em Comodoro.

O primeiro crime ocorreu na madrugada do dia 5 de janeiro. A vítima, um jovem de 24 anos, estava chegando em casa quando três pessoas a renderam, ordenando que ela saísse de casa com as mãos para cima.

Ao sair, o jovem foi alvejado na perna e começou a gritar por socorro, o que fez com que os suspeitos fugissem correndo. Em seguida, a vítima pegou sua motocicleta e foi até a casa da mãe, onde pediu ajuda.

Investigação

Assim que acionada, a Polícia Civil deu início às investigações do caso. No decorrer das apurações, a equipe da Delegacia de Comodoro identificou três suspeitos como participantes ativos do crime.

O delegado responsável pela investigação representou peça prisão preventiva dos investigados e os pedidos foram acolhidos pelo Ministério Público e deferidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Comodoro.

Novo homicídio

Porém, na madrugada dessa terça-feira (27), por volta das 3 horas, aconteceu um novo homicídio em Comodoro, dessa vez no bairro Nossa Senhora de Fátima, contra um jovem de 24 anos, identificado como Bruno Ricardo Rodrigues Dalmor.

A vítima foi surpreendida enquanto dormia no quarto em sua residência. Os suspeitos, três homens encapuzados, efetuaram pelo menos 10 disparos de pistola calibre 9mm.

Imagens de câmeras de segurança e informações coletadas apontaram que os autores seriam integrantes de uma facção criminosa e eram os mesmos suspeitos envolvidos na tentativa de homicídio do início do mês.

Game Over

Diante disso, a Polícia Civil deflagrou a Operação Game Over, que já estava programada e contou com apoio da Polícia Militar durante as diligências realizadas pela cidade e da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul (Delepat) durante a investigação.

Ao longo dessa terça-feira (27), diversas diligências foram realizadas em diferentes pontos de Comodoro, especialmente no bairro Loteamento Cidade Verde.

Dois suspeitos tentaram fugir, mas foram localizados e presos posteriormente. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão, um de apreensão de um adolescente e dois de busca e apreensão.

Foram apreendidos uma pistola calibre 380 com seis munições, uma pistola calibre 9mm com cinco munições, três simulacros de pistola, quatro papelotes e cinco porções de maconha, 27 pinos e dois invólucros de cocaína, 16 pinos e sete porções de pasta base e R$ 3.378 em espécie.

Além dos mandados cumpridos, houve apreensões em flagrante. Ao todo, sete pessoas foram presas (seis homens e uma mulher) e um menor apreendido.

Os investigados foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa, porte de arma de fogo e homicídio qualificado.

Após os trâmites legais, os presos serão apresentados em audiência de custódia e ficarão à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora

Publicados

em


A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA