Mato Grosso
Polícia Civil prende faccionado por extorsão mediante sequestro qualificado em São José do Rio Claro
Mato Grosso
A Polícia Civil prendeu um suspeito, de 43 anos, por envolvimento no sequestro e cárcere de um homem, de 52 anos, na cidade de São José do Rio Claro (à 296 km de Cuiabá). A prisão ocorreu nesta segunda-feira (26.1), no bairro Jardim Popular.
O delegado responsável pela investigação, Kairo Ribeiro, ressaltou que a ação foi resultado de uma atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, que trabalharam de forma integrada desde o recebimento da denúncia até a prisão de um dos autores.
A Polícia Militar localizou a vítima, mantida em cárcere sob ameaças. Em seguida, a Polícia Civil conduziu diligências investigativas para identificar e capturar o suspeito, que foi preso em flagrante na sua residência.
Conforme apurado na investigação, o crime teria sido praticado em razão de dívidas adquiridas pela vítima junto à facção criminosa, por tráfico de drogas. O suspeito e outros comparsas, teriam sequestrado o homem com o objetivo de aplicar “castigo”, como forma de cobrança.
Segundo levantado da Polícia Civil, a vítima foi mantida sob vigilância e ameaças, sendo coagida a efetuar pagamentos sob forte intimidação. Os envolvidos seriam integrantes de um grupo criminoso com atuação na região, que utiliza esse tipo de prática violenta para impor disciplina interna e controle sobre usuários e pequenos traficantes.
“Não aceitaremos que membros de facção criminosa tentem impor medo à população com práticas covardes como essa. A resposta será rápida, firme e dentro da legalidade”, afirmou Ribeiro.
Diante dos fatos, o suspeito foi conduzindo à Delegacia de Polícia Civil de São José dos Quatro Marcos, onde foi decretada a sua prisão preventiva. De acordo com o delegado, a medida visa garantir a ordem pública e a continuidade das investigações, que seguem em andamento para identificar e responsabilizar os demais envolvidos no crime.
“A atuação integrada entre as forças de segurança foi fundamental para o desfecho da ocorrência, demonstrando o compromisso das instituições com a proteção da sociedade e o combate ao crime organizado”, considerou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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