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Polícia Civil de MT prende quarto envolvido no homicídio de cozinheira no Garimpo São Benedito no PA

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A Polícia Civil prendeu o quarto investigado de envolvimento no homicídio da cozinheira Inglidy Suhian da Silva Fernandes, de 31 anos, ocorrido em 25 de outubro de 2025, em uma área de garimpo ilegal, situada no trecho que separa os rios São Benedito e Teles Pires, conhecida como “Garimpo São Benedito”, na divisa entre o norte de Mato Grosso e sul do Pará.

A captura foi realizada, na segunda-feira (20.1), pela Delegacia de Paranaíta, em uma área rural localizada nos arredores dos municípios de Apiacás e Paranaíta. A ação policial ocorreu em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Vara de Paranaíta.

De acordo com a investigação, desencadeada pela Delegacia de Paranaíta, o investigado estaria dentro do barco e teria descido na balsa.

“É a quarta prisão que realizamos, demonstrando o avanço das investigações para responsabilização de todos os participantes do homicídio”, destacou o delegado responsável pela condução das investigações, Matheus Oliveira.

O investigado foi encaminhado à Delegacia de Paranaíta e permanece à disposição da Justiça.

Histórico das prisões

O investigado como principal executor do homicídio que vitimou Inglidy Suhian da Silva Fernandes foi preso em 8 de novembro de 2025, na cidade de Sinop (MT).

Outros dois investigados de envolvimento no crime foram presos um dia após a prisão do executor, em 9 de novembro de 2025.

Um deles seria o piloto da embarcação que transportou os executores até o local do crime. O outro investigado também estaria presente na embarcação durante toda a ação criminosa, caracterizando participação no crime em concurso de pessoas.

O crime

O homicídio ocorreu no dia 25 de outubro, por volta das 16h30, em uma balsa localizada no Rio São Benedito, onde a vítima trabalhava como cozinheira.

Três homens teriam chegado ao local em um barco, abordado a vítima e efetuado cerca de 20 disparos de arma de fogo contra ela. Em seguida, teriam fugido, levando dois aparelhos celulares da vítima.

As investigações apontaram que a execução estaria relacionada a disputas territoriais entre facções criminosas rivais que atuam na região dos garimpos.

O caso é investigado pela Delegacia de Paranaíta, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em razão de o local do crime ser uma região limítrofe, o STF determinou que, mesmo sendo no Pará, o Sul de Jacareacanga (PA) fica a cargo da Polícia Civil de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT



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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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