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Tesouro Nacional avança para retomada do Finisa; MT pleiteia R$ 840 milhões em obras

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Da Redação

Projetos de infraestrutura já aprovados, mas suspensos por falta de recursos, podem ser retomados com a aprovação de novos limites de crédito pelo Conselho Monetário Nacional. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, anunciou na última quinta-feira, 21, que já preparou proposta para apresentar ao CMN que deve validar os novos limites o mais rapidamente possível, inclusive com realização de uma reunião extraordinária. Em Mato Grosso são R$ 840 milhões em projetos aguardando financiamento.     

Durante teleconferência da qual participaram o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, e os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), vice-presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Municípios Brasileiros, e Luis Carlos Heinze (PP-RS), Mansueto garantiu que a medida deverá ter prioridade nas liberações.

A necessidade da retomada dos financiamentos havia sido levantada pelo senador Wellington Fagundes em duas audiências públicas da Comissão Especial Mista de Acompanhamento ao Coronavírus. Primeiro com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e depois com o próprio Mansueto Almeida. Segundo o senador, os investimentos através do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), sobretudo neste momento de crise sanitária, poderiam ser fundamental para ajudar na geração de emprego e aquecer economia.

“Em Mato Grosso, temos muitas cidades dependendo desses recursos” –  informou Fagundes.  O Finisa foi criado em 2012 para facilitar e ampliar a concessão de crédito para obras de saneamento ambiental, transporte e logística e energia.

Dos R$ 840 milhões em projetos já aprovados dentro do Finisa, R$ 550 milhões estão sendo pleiteados pelo Governo do Estado. O restante é dos seguintes municípios: Rondonópolis, R$ 107,3 milhões; Paranatinga, R$ 15,6 milhões; Barra do Garças, R$ 12 milhões; Matupá, R$ 14 milhões; Vera, R$ 5 milhões; Canarana, R$ 5 milhões; Colíder, R$ 10 milhões; Itaúba, R$ 3 milhões; Porto Esperidião, R$ 2,5 milhões; Guarantã do Norte, R$ 3 milhões; Confresa, R$ 2,49 milhões; Porto Alegre do Norte, R$ 3 milhões; Juína, 4 milhões; Alta Floresta, R$ 5 milhões; e, Jaciara, R$ 5 milhões.

Também pediram financiamentos para obras de infraestrutura os municípios de  Salto do Céu, R$ 1 milhão; Santa Cruz do Xingu, R$ 2 milhões; Nova Bandeirantes, R$ 5 milhões; Porto dos Gauchos, R$ 5 milhões; Juruena, R$ 3 milhões e Canabrava do Norte, R$ 2,8 milhões; além de Castanheira, R$ 500 mil.

Durante a videoconferência, o presidente da CNM pediu agilidade nas medidas para retomada dos financiamentos em razão do período eleitoral, que impõe uma série de restrições. Ele lembrou que desde o início do ano, a entidade tem levado, ao Governo Federal, o pleito da ampliação dos limites a serem observados pelas instituições financeiras e demais entidades autorizadas a realizar contratação de operações de crédito com o setor público.

Estudo elaborado pela Confederação dos Municípios, no final do passado, mostrou que 70% dos municípios com deferimento para acesso a operação de crédito não conseguiram porque o volume de recursos autorizados pelo CMN se esgotou. Desse total que não teve os valores liberados, 41% solicitaram sem garantia da União – montante que chega a R$ 3,2 bilhões. 

“Ano passado tivemos R$ 13,5 bilhões para empréstimos com garantia da União e R$ 11 bilhões sem garantia. Neste ano, foram só R$ 4,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões”, comparou Aroldi. Conforme sugestão já apresentada oficialmente ao Ministério da Economia, seriam necessários mais R$ 1 bilhão para os contratos com garantia e R$ 4 bilhões para os sem garantia.

  

Aroldi, Fagundes e Heinze disseram que pretendem também procurar o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior,  e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto,  para que façam a convocação da reunião do Conselho Monetário.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

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Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúde

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O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação de crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões nos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União para reforçar despesas de diversos órgãos do Executivo.

De acordo com a Portaria nº 485/2026, os recursos serão remanejados por meio da anulação de dotações orçamentárias já existentes.

A maior parcela do crédito, de R$ 4,726 bilhões, será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez. O valor representa cerca de 90% do montante total autorizado.

Os maiores destinatários do crédito suplementar são:

  1. benefício de Prestação Continuada (BPC) e RMV por invalidez: R$ 4,7 bilhões;
  2. assistência farmacêutica do SUS: R$ 387,6 milhões;
  3. preservação e acesso ao patrimônio cultural da saúde: R$ 653,3 mil;
  4. ensino profissional marítimo militar: R$ 27,4 milhões;
  5. projetos de desenvolvimento sustentável local integrado: R$ 10,6 milhões;
  6. administração do Ministério da Agricultura: R$ 10,9 milhões;
  7. auxílio-moradia de agentes públicos do Ministério da Justiça: R$ 463 mil;
  8. sentenças judiciais da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep): R$ 2,3 milhões.

Saúde

O valor destinado ao Fundo Nacional de Saúde serão usados na assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos servirão tanto para aquisição e distribuição de medicamentos da atenção básica quanto para o fornecimento de medicamentos de componente especializado em diversos estados.

Entre as unidades da Federação que receberão os maiores reforços estão:

  • São Paulo, com R$ 66 milhões; 
  • Paraná, com R$ 56,9 milhões; 
  • Rio Grande do Sul, com R$ 48,2 milhões; 
  • Minas Gerais, com R$ 30,4 milhões; 
  • Goiás, com R$ 26,4 milhões.

Remanejamento de recursos

Segundo o texto, a abertura do crédito suplementar será viabilizada por meio da anulação de dotações de diversos órgãos e programas federais.

Entre as principais fontes dos recursos estão valores destinados a subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético, despesas de pessoal de diferentes órgãos federais e programas da área de saúde.

Também foram canceladas dotações relacionadas a aposentadorias e pensões civis da União em universidades federais, institutos federais de educação e hospitais universitários, além de recursos originalmente destinados a benefícios previdenciários, assistência social, defesa nacional e outras ações governamentais.



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