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Polícia Civil deflagra operação contra suspeitos de participação em assassinato e tráfico de drogas
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (21.2), a Operação Circe II, com o objetivo de cumprir mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão em Ponte Branca (500 km de Cuiabá) contra acusados de ligação com o assassinato de um homem e o tráfico de drogas na cidade.
Duas pessoas foram presas, uma por mandado e uma em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito, e foram apreendidos dois celulares, sete armas e diversas munições. A ação contou com a participação de 17 policiais e o uso de cinco viaturas.
A investigação começou após o homicídio de Sebastião Ramos Santos Ribeiro, de 35 anos, no dia 6 de janeiro deste ano, executado com dois tiros. Conforme apurado, a vítima, usuária de drogas e com dívidas com o tráfico, teria agredido a chefe do tráfico local com um golpe de foice na cabeça.
Após receber alta hospitalar, a suspeita teria convocado comparsas, incluindo três menores, para se vingar. Durante a agressão, os envolvidos teriam feito uma ligação para membros de uma facção criminosa possivelmente presos, que julgaram e sentenciaram a morte da vítima, crime consumado na madrugada seguinte.
Diante das investigações, o delegado Marcos Paulo, titular da Delegacia de Alto Araguaia, solicitou ao Poder Judiciário mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo de dados dos celulares apreendidos.
No cumprimento das ordens judiciais, um dos alvos de prisão foi capturado e um pequeno arsenal encontrado, composto por sete armas de fogo e munições diversas. Uma das armas apreendidas era do mesmo calibre da utilizada na execução da vítima. Também foram apreendidos celulares e anotações relacionadas ao tráfico.
A chefe do tráfico, suspeita de manter contato direto com membros de facções criminosas presos, foi detida na semana passada por tráfico de drogas e encontra-se recolhida no presídio feminino de Rondonópolis.
A Operação Circe II integra o Programa Tolerância Zero, implementado pelo Governo do Estado, com foco no combate a crimes praticados por facções criminosas e no fortalecimento da segurança pública.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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