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Polícia Civil prende amigos que moravam juntos e vendiam drogas em Apiacás

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Apiacás (990 km de Cuiabá), prendeu dois homens em flagrante, nesta semana (nos dias 18 e 20.2), por tráfico ilícito de drogas. Os dois moravam juntos e vendiam drogas.

A primeira prisão ocorreu na tarde da última terça-feira (18.2), quando uma equipe da Polícia Civil viu um homem, de 20 anos, tentando se esconder em um terreno baldio em frente à quitinete em que ele morava.

A equipe estacionou a viatura e abordou o suspeito, que usava tornozeleira eletrônica e tinha diversas passagens criminais por tráfico de drogas e associação criminosa.

Ao conversar com os policiais, o homem demonstrou nervosismo e disse que estava no terreno baldio somente para comer goiaba. No entanto, ao fazer um movimento com a perna, a tornozeleira dele caiu e os policiais perceberam que o dispositivo estava rompido.

A equipe realizou buscas no terreno baldio e encontrou uma sacola com uma grande quantidade de pasta base de cocaína. O suspeito confessou que a droga era dele, foi algemado e levado para a delegacia, onde o caso foi registrado como tráfico ilícito de drogas.

Segunda prisão

Após a prisão do primeiro suspeito, a Polícia Civil recebeu, nesta quinta-feira (20.2), denúncias de que um homem de 38 anos, que morava com o jovem na quitinete, também estava vendendo drogas em bares.

Diante da denúncia, uma equipe de policiais foi até o bar indicado e encontrou o suspeito. Quando ele percebeu a presença dos policiais, tentou entrar na parte interna do bar, mas foi abordado e, ao tentar apresentar seus documentos, deixou duas porções de maconha embaladas para venda à mostra.

Ele foi revistado e os policiais também encontraram uma trouxinha de cocaína e dois celulares, que teriam sido recebidos como “penhora” na compra de drogas por usuários.

Em consulta no sistema SROP, foi constatado que ele tinha várias passagens criminais por homicídio, tráfico de drogas e por pertencer a facção criminosa, inclusive também usava tornozeleira eletrônica. Ele foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas e encaminhado para a delegacia.

Os dois suspeitos tiveram as prisões convertidas em preventivas.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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