Esporte

Corinthians fica só no empate contra a Portuguesa no Pacaembu

Publicado em

Esporte


O Corinthians empatou com a Portuguesa em 2 a 2 na noite deste sábado, marcando seu retorno ao Mercado Livre Arena Pacaembu. O jogo, bastante movimentado, viu Talles Magno brilhar pelo Timão, mas a equipe sofreu defensivamente e interrompeu uma sequência de duas vitórias consecutivas.

Primeiro tempo

O primeiro tempo foi dominado pela Portuguesa, que abriu o placar com Jajá. Aos seis minutos, Lucas Hipólito já havia assustado com um chute de fora da área, exigindo uma defesa de Matheus Donelli. O Corinthians respondeu aos 19, com Talles Magno chutando de esquerda para a intervenção do goleiro Rafael Santos.

Aos 34 minutos, Jajá acertou a trave corintiana antes de, aos 38, marcar o primeiro gol da partida, acertando o canto de Donelli da entrada da área.

Segundo tempo

O Corinthians voltou do intervalo com uma postura mais agressiva, buscando o empate. Aos oito minutos, Matheus Bidu igualou o marcador após receber um passe preciso de Talles Magno.

A virada veio aos 20 minutos, com Talles Magno convertendo um pênalti sofrido por ele mesmo. No entanto, a Portuguesa não se abateu e buscou o empate aos 33 minutos, com Maceió, que aproveitou um contragolpe e um passe de Gustavo Talles para finalizar sem chances para Donelli.

Próximos jogos

Com o empate, o Corinthians permanece na liderança do grupo A, com 26 pontos, 10 a mais que o Mirassol. Na tabela geral, o Timão abriu uma vantagem de cinco pontos para o São Bernardo. A Portuguesa, por sua vez, ocupa a segunda colocação do grupo B, com 11 pontos, a mesma pontuação do Guarani.

O próximo desafio do Corinthians será contra a Universidad Central-VEN, na quarta-feira, pela segunda fase da Copa Libertadores. No Campeonato Paulista, a equipe enfrentará o Guarani em Itaquera, no domingo.

A Portuguesa jogará contra o São Bernardo na próxima quinta-feira, também como mandante.

FICHA TÉCNICA

PORTUGUESA 2 X 2 CORINTHIANS

Local: Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 15/02/2025
Horário: às 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Daiane Muniz
Assistentes: Evandro de Melo Lima e Daniel Luis Marques
Público pagante: 17.087
Cartões amarelos: Cacá, Félix Torres (Corinthians); Gustavo Henrique (Portuguesa)
Gols: Jajá, aos 38 do 1ºT, e Maceió, aos 33 do 2ºT (Portuguesa); Matheus Bidu, aos 8, e Talles Magno, aos 20 do 2ºT (Corinthians)

PORTUGUESA: Rafael Santos; Gustavo Talles, Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Lucas Hipólito; Fernando Henrique (Hudson), Tauã e Cristiano (Rildo); Jajá (Everton), Maceió (Pedro Henrique) e Renan (João Pedro Barba). Técnico: Cauan de Almeida

CORINTHIANS: Matheus Donelli; Léo Mana (Jacaré), Cacá, Félix Torres e Matheus Bidu; Ryan (Pedro Raul), Alex Santana (Luiz Gustavo Bahia), Charles (Maycon) e Igor Coronado; Romero e Talles Magno (Héctor Hernández). Técnico: Ramón Díaz

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA