EMPREENDEDORISMO

Diplomada em banho e tosa de animais, moradora de Cuiabá comemora sucesso profissional

“Sempre gostei de animais, principalmente de cães. E achava lindo vê-los todos arrumadinhos. Então, pensei: “Vou fazer curso de banho e tosa. É um meio de ganhar um extra nos finais de semana e, também, dedicar-me a um trabalho prazeroso.

Publicado em

Mato Grosso

“Mulher trabalhadeira”.  Essa é a definição de quantos conhecem a guerreira LUZINALVA RODRIGUES PRATES, uma avó bem-humorada, pra lá de simpática, moradora no bairro Dr. Fábio I, em Cuiabá-MT.

De segunda à sexta-feira ela nem para em casa, pois trabalha na Rodovia dos Imigrantes, numa empresa de terraplenagem. Serve café e lanche aos trabalhadores da obra.

“Fiz curso de banho e tosa durante um mês justamente para poder trabalhar em casa nos finais de semana. Começo a atender bem cedo, e, a cada semana, minha clientela tem aumentado. Logo, logo, já sei, vou precisar de espaço maior; meu sonho é montar uma loja espaçosa, anexa à casa”.

Além de banho e tosa, Luzinalva fez outros cursos na área, sempre focada em absorver mais conhecimentos.

“Aprendi técnicas de penteado e uma série de dicas importantes para quem milita nessa profissão. É fascinante saber que lidamos com anjinhos tão fofos, que estão ali para receberem tratamento estético [tosa]”.

Arquivo Pessoal

Ela informa que a maioria dos animais chega apenas para banho e tosa, mas há os que aparecem com o pelo emaranhado e/ou repleto de carrapichos.

“Então, é preciso muito cuidado ao realizar a tosa, a fim de não feri-los. Os animais colaboram bastante, acredita? Sabem que estão sendo cuidados por alguém confiável”.

Já o trabalho formal na Rodovia dos Imigrantes exige idêntica atenção de Luzinalva.

Arquivo Pessoal

“Às 4h em ponto estou de pé, ciente de que tenho um longo dia pela frente. Depois de banho madrugador e de cuidar dos meus bichinhos, faço um generoso café. Não falta pão e nem biscoitos, lógico…”

Na sequência, geralmente às 5h , Luzinalva deixa o bairro Dr. Fábio pilotando cuidadosamente sua Yamaha Crypton, com destino a Várzea Grande. Sempre deixa a moto num estacionamento de supermercado, embarcando num veículo da empresa de terraplenagem.

Arquivo Pessoal

“Trabalho com eles há um tempinho. Meu expediente se encerra geralmente às 17h30, e às 18h30, no máximo, já estou novamente em casa”.

Ela conta ter sido vítima de susto recente ao pilotar a maquininha japonesa em terras várzea-grandenses.

“A corrente se soltou sem mais nem menos, depois de emitir estalo. Devia estar bem frouxa. Surgiu um motociclista e me auxiliou, recomendando trocar a relação. Vou fazer isto nos próximos dias, por medida de segurança”.

CONTATO COM LUZINALVA (65) 9-9200-0470 WhatsApp

POR JCQ

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Mato Grosso

Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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