Proibição aprovada
Deputado Júlio Campos defende o fim da distribuição de marmitas a moradores de rua.
Abilio anunciou sua pretensão de cortar o fornecimento de marmitas a moradores de rua na semana passada
Política
O deputado estadual Júlio Campos (União) durante um entrevista saiu em defesa da medida do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), em proibir a distribuição de marmitas à população de rua da capital, alegando que o novo prefeito merece um voto de confiança. Ele falou com a imprensa nesta quarta-feira, 22 de janeiro.
“Essa ideia eu acho até muito válida. Creio que se ele tiver chances de criar em vários pontos da cidade, centros de acolhimento, de recuperação das pessoas drogadas, dos moradores de rua, seria de bom tamanho. Acho que ele merece um voto de confiança nesse sentido. Agora vamos ver se é possível que será também legalidade nessa atitude dele, dependendo da consulta ao Ministério Público e ao próprio poder judiciário”, disse Júlio.
O prefeito alega que, após as refeições, as marmitas são descartadas com restos de comida nas ruas da cidade, por vezes, nos arredores de onde essas mesmas pessoas dormem. O gestor pontua que esse cenário traz riscos de doenças aos próprios moradores de rua.
A proposta de Brunini é criar centros de acolhimento pela cidade, onde essas pessoas receberão, além das refeições, atendimento médico e psicológico, além de poderem fazer sua higiene pessoal. Uma das opções também é encaminhar esse público para fazer a refeição no Restaurante Popular.
A medida não foi bem recebida por lideranças políticas e o assunto virou pauta de veículos nacionais. Inclusive, o padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho junto a moradores de rua de São Paulo, criticou a política de Abilio.
Política
Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.
Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.
A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.
Denúncia menciona possível plano contra a prefeita
O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.
Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.
As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.
A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.
O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.
Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.
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