NOVO MOMENTO

DAE-VG reforça importância de solicitar serviços pelos canais oficiais

Com essa organização, o DAE busca não apenas melhorar a eficiência dos serviços prestados, mas também, garantir que todos os moradores estejam devidamente regularizados no sistema

Publicado em

Mato Grosso

Créditos: DAE/VG

O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) vem implementando uma série de medidas para reorganizar e modernizar seus processos, garantindo maior eficiência no atendimento à população. Um dos desafios enfrentados pela nova gestão é o hábito de moradores solicitarem serviços diretamente às equipes operacionais, como manobristas ou motoristas de caminhão-pipa. Essa prática, embora tenha surgido como uma solução improvisada devido aos problemas históricos de comunicação, compromete a organização das operações e dificulta um atendimento justo e eficiente para todos.

“Entendemos que muitas pessoas recorriam diretamente às equipes porque não conseguiam respostas pelos canais adequados no passado. Mas nosso compromisso agora é oferecer uma comunicação transparente e organizada, garantindo que cada demanda seja registrada e atendida com responsabilidade”, afirmou o diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja.

Para solicitar qualquer serviço, é imprescindível que o morador apresente o número de matrícula do imóvel. Isso permite que a solicitação seja registrada no sistema e que um número de protocolo seja gerado, criando uma Ordem de Serviço (OS). Esse processo garante que as demandas sejam organizadas e atendidas de forma justa, além de facilitar o acompanhamento do pedido.

Os pedidos de caminhão-pipa devem ser feitos exclusivamente pelo site oficial do DAE, no endereço http://www.daevg.com.br . No site, os moradores podem acessar o ícone do WhatsApp e registrar sua solicitação seguindo as instruções. Já as solicitações de novas ligações ou alterações na rede devem ser realizadas pessoalmente no setor comercial do DAE, localizado em frente ao terminal intermunicipal ‘André Maggi’. O atendimento presencial é fundamental para assegurar que toda a documentação necessária seja apresentada e que a regularização possa ser feita corretamente.

Essas medidas fazem parte do esforço da nova gestão em padronizar os processos e regularizar toda a rede de abastecimento da cidade. Com essa organização, o DAE busca não apenas melhorar a eficiência dos serviços prestados, mas também garantir que todos os moradores estejam devidamente regularizados no sistema. “Estamos construindo um novo DAE, mais forte e próximo da população. Nosso compromisso é atender a todos com qualidade, organizando os processos para que ninguém fique sem assistência”, garantiu Azambuja.

Por Marianna Ferreira Peres/SECOM/VG

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Mato Grosso

Superendividamento compromete dignidade e exige busca precoce por ajuda, alerta juiz em podcast

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Arte com fundo verde traz a foto de um homem sorrindo, de cabelos curtos escuros, vestindo toga de juiz sobre camisa branca e gravata escura, identificado como O avanço do endividamento das famílias brasileiras tem transformado o superendividamento em um dos principais desafios sociais da atualidade. Para orientar a população sobre os direitos previstos na legislação e os caminhos disponíveis para a reorganização financeira, o tema foi destaque da mais recente edição do podcast Explicando Direito, produzido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Durante a entrevista, o juiz substituto Danilo Marques Ribeiro Alves explicou que o superendividamento ocorre quando o consumidor perde a capacidade de quitar suas dívidas sem comprometer despesas essenciais para a própria sobrevivência e a de sua família. Segundo o magistrado, o superendividamento consiste na impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural e de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo.

Essa situação vai além do simples endividamento e passa a existir quando as obrigações financeiras afetam diretamente o chamado mínimo existencial, ou seja, o conjunto de despesas indispensáveis para uma vida digna. “O superendividamento se verifica naquelas hipóteses em que a pessoa acumula tanta dívida que ela não consegue quitá-las, comprometendo o mínimo existencial. São os valores necessários para garantir a própria sobrevivência digna da pessoa e de sua família, como alimentação, conta de luz e conta de água”, ressaltou.

Durante a conversa com a jornalista Elaine Coimbra, da Rádio TJ, o magistrado destacou que a legislação não estabelece um percentual fixo da renda para caracterizar o superendividamento. A avaliação deve considerar a realidade econômica de cada consumidor e o impacto efetivo das dívidas no orçamento familiar.

Outro ponto abordado no episódio foi a relação entre as plataformas de apostas on-line e o crescimento das situações de superendividamento. Para o magistrado, as chamadas ‘bets’ representam um fator de risco por estimularem comportamentos que favorecem a repetição das apostas e o comprometimento progressivo da renda. Alves explicou que as próprias plataformas possuem mecanismos que estimulam a repetição das apostas, e esse ciclo leva ao superendividamento.

Ao orientar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, o juiz ressaltou a importância de verificar, inicialmente, se as dívidas se enquadram nos critérios previstos pela legislação. Ele lembrou que determinadas modalidades, como crédito com garantia real, financiamento

imobiliário, crédito rural e dívidas relacionadas a bens de luxo, não estão abrangidas pelas regras do superendividamento. Para os casos contemplados pela lei, a principal recomendação é a busca pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), que atuam na construção de acordos entre consumidores e credores. “O Cejusc é uma boa medida, porque é um meio conciliatório que evita a judicialização e busca reorganizar as finanças”, afirmou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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