VÁRZEA GRANDE SEM ÁGUA

“Soluções” do abastecimento anunciadas por Flávia Moretti em fase de esquecimento

Prefeita ‘desacelerou’ nitidamente o ritmo de preocupação com a deficiência de abastecimento, carro-chefe de sua campanha à prefeitura.

Publicado em

Política

Créditos das fotos: assessoria e Secom/VG

Os várzea-grandenses têm evidenciado total descrença em relação às promessas feitas pela então candidata Flávia Moretti, que afirmou, durante meses, durante a fase de campanha, estar disposta a resolver o problema de abastecimento de água potável do município, desde que fosse eleita prefeita.

Essas promessas ocorreram quando Moretti percorreu as áreas urbanas e periféricas da cidade, em busca de votos. Em várias reuniões com lideranças comunitárias, o clamor popular era um só: que tivessem água regular nas torneiras. 

Enfática, Flávia garantiu que isso já estava com os dias contados, pois a partir de sua posse, paulatinamente seria um problema superado.

Porém, em recente coletiva à imprensa, ao ser interpelada sobre a persistência da falta d’água em VG, a prefeita desconversou, dizendo que a entrevista em questão era para tratar da área de saúde, não de outros temas.

ETA BARRA DO PARI Foto: SECOM VG

Tal posicionamento causou completa estranheza em quantos participaram dessa coletiva, principalmente os jornalistas.

Um deles chegou a questionar se, findo o processo eleitoral, tudo voltaria à estaca zero em VG. Ou seja: os várzea-grandenses se veriam novamente, após eleger a prefeita das promessas, às voltas com o mesmo problema pelo qual lutavam tenazmente há tempos?

Moretti não quis pormenorizar quais atitudes pretende ultimar em relação à precariedade hídrica no município, que, surpreendentemente, a exemplo da capital mato-grossense, é margeado pelo Rio Cuiabá, principal abastecedor.

Houve mais questionamentos à prefeita para explicar como VG padece de sede com um manancial desse porte cortando o município. Resposta que nem ela nem outros antecessores ainda forneceram.

RIO CUIABÁ – CAPTAÇÃO SECOM/VG

Ao que parece, a velha sina várzea-grandense, de continuar penando com deficiência hídrica nos quatro cantos da cidade, tende a se perpetuar pelos próximos quatro anos.

Não se trata de uma estimativa pessimista, pelo contrário, mas calcada numa linha analítica racional.

Entenda: levando-se em conta que, em menos de 30 dias, a prefeita Flávia já descartou qualquer ação nesse sentido, presume-se que o restante de sua administração deva passar ao largo de qualquer ação resolutiva voltada ao abastecimento de água potável.

Também se prospecta que soluções reais possam acontecer após seu mandato, quando o desencanto da população gerará escolha por outro gestor, ou gestora. Desde que não se contabilize mais promessas de faz-de-conta que resolverei isso e aquilo

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

Publicados

em


O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA