SENTIDO CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE
PONTE SÉRGIO MOTTA SERÁ INTERDITADA A PARTIR DAS 20H DESTA SEXTA-FEIRA
Em virtude da 40ª edição da Corrida de Reis, programada para este domingo (12)
Esporte
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), informa que, em virtude da 40ª edição da Corrida de Reis, programada para este domingo (12), o acesso à Ponte Sérgio Motta, nos sentidos Cuiabá e Várzea Grande, será interditado a partir das 20h desta sexta-feira (10).
O evento terá largada na Ponte Sérgio Motta e o percurso incluirá as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Parque do Barbado, Avenida Arquimedes Pereira Lima, Avenida Érico Preza, Rua Manoel Pereira Cuiabano, Avenida Governador Dante Martins de Oliveira, Avenida Gonçalo Antunes de Barros, átomo Canavarros, com chegada no Sesi Papa.
No domingo (12), os bloqueios nas vias terão início às 6h, com agentes de trânsito posicionados a partir das 5h30 para realizar verificações e preparativos.
Com um trajeto de 10 km, a concentração dos atletas está marcada para as 6h da manhã na Ponte Sérgio Motta, local de largada. Um diferencial desta edição é que o ponto de chegada é diferente, o que permitirá a liberação progressiva das vias à medida que o último corredor passar. A segurança será reforçada com o acompanhamento do carro de retaguarda.
“A operação contará com o apoio da Polícia Militar e de outros órgãos de segurança, envolvendo 178 agentes de trânsito, além de nove viaturas e sete motocicletas que darão suporte ao evento. Os agentes estarão distribuídos em pontos estratégicos ao longo do percurso para evitar a entrada de veículos nas áreas interditadas, garantindo a segurança dos participantes e do público,” afirmou o diretor de Trânsito da Semob, Pedro César.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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