uma das promessas

PROJETO PARA REVOGAR TAXA DO LIXO SERÁ ENVIADO À CÂMARA POR ABÍLIO EM FEVEREIRO

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Foto: Reprodução/omatogrosso.com

Na manhã desta segunda-feira (06), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou que enviará à Câmara Municipal, no dia 2 de fevereiro, o projeto de revogação da Taxa de Coleta de Lixo. A medida, que será apresentada na primeira sessão ordinária após o recesso dos vereadores, visa cumprir uma das promessas feitas durante sua campanha.

“Nós encaminharemos um projeto de revogação da taxa do lixo para a primeira semana de sessão da Câmara”, garantiu o Abilio.
Em meio à crise financeira que levou Abílio a decretar estado de calamidade em Cuiabá na última sexta-feira (03), devido ao rombo de R$ 1,6 bilhão deixado pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o prefeito foi questionado sobre os efeitos da revogação da Taxa de Coleta de Lixo. Ele garantiu que o impacto da medida não será imediato, explicando que espera ter as contas da prefeitura em dia até o final do ano, o que minimizará qualquer efeito negativo.
“A revogação da taxa do lixo não traz um impacto imediato, porque não recebe R$ 26 milhões no início da gestão. É R$26 milhões no final do ano. Então cada mês vai ter uma pequena contribuição de arrecadação, mas é no final do ano a principal arrecadação”, explicou.

Revogar a Taxa de Coleta de Lixo, segundo Abílio, será uma forma de aliviar as despesas dos cuiabanos, que, conforme o prefeito, foram penalizados nos últimos anos. “O cidadão já foi penalizado e muito durante os últimos oito anos. Agora, vamos trazer um pouco de alívio”, afirmou.

Instituída em agosto do ano passado, a Taxa de Coleta de Lixo foi cobrada junto à fatura de água e esgoto. De acordo com a última atualização no portal da Prefeitura, o valor mensal é de R$11,11 para imóveis com coleta três vezes por semana e R$22,22 para os que têm coleta seis vezes por semana.

 

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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