novas restrições

MAURO CRITICA DECRETO DE LULA: “DEVERIA CRIAR LEIS PARA COMBATER FACÇÕES, NÃO CONTER A POLÍCIA”

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Política

Foto: Lucas Rodrigues

Governador Mauro Mendes (União) criticou, em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (06), o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que impõe novas restrições ao uso da força por policiais. Segundo Mendes, as medidas representam uma “inversão de valores”, pois, ao invés de focar no combate às facções criminosas, estão limitando as ações das forças de segurança.

“Quando deveríamos estar criando leis, decretos, normas, procedimentos para combater as facções criminosas, nós estamos fazendo decreto para conter a Polícia, a atuação das Forças de Segurança no Brasil. É o fim da picada, não concordo com isso”, disse Mauro.

Mendes ressaltou que o governo deveria estar criando leis e medidas para enfrentar o crime organizado, e não restringindo a atuação policial. O governador também questionou a proibição do uso de armas de fogo em situações sem risco, apontando que isso poderia prejudicar a ação policial, especialmente em situações como barreiras rompidas por traficantes. Mendes ainda criticou a decisão do Governo Federal de bloquear repasses de fundos de segurança pública para estados que não aderirem ao decreto.

Mendes afirmou que Mato Grosso abrirá mão dos recursos, pois os considera insuficientes para justificar a adesão às novas diretrizes. O governador reforçou que o Estado não adotará as medidas previstas no decreto.

“Vincular recursos também acho que foi uma medida no mínimo deselegante do Governo Federal, porque a contribuição que ele dá aos estados para a Segurança Pública é muito pequena”, afirmou governador.

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Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

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O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



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